YORVIPATH® (palopegteriparatida)
YORVIPATH® (palopegteriparatida) é uma terapia de reposição do hormônio da paratireoide (PTH), indicada para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico.
Nome do produto
YORVIPATH® (palopegteriparatida)
Empresa
ADIUM S.A.
Assunto
Registro de medicamento novo (novo IFA análogo) – via de desenvolvimento completo.
Indicação
YORVIPATH® (palopegteriparatida) é uma terapia de reposição do hormônio da paratireoide (PTH), indicada para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico.
Publicação no DOU
21/9/2026
Mais informações
O que é o palopegteriparatida?
A palopegteriparatida é um pró-fármaco de liberação prolongada do hormônio da paratireoide (PTH), desenvolvido para manter uma exposição contínua e estável ao PTH dentro da faixa fisiológica por até 24 horas, mimetizando a secreção endógena e evitando flutuações plasmáticas típicas de formulações de ação curta. Ela é composta pelo fragmento ativo PTH (1–34), idêntico à porção biologicamente essencial do PTH endógeno, conjugado temporariamente a um transportador inerte por meio do ligante clivável TransCon, o que permite liberação gradual e previsível após administração subcutânea.
O PTH (1–34) apresenta afinidade e atividade equivalentes ao PTH (1–84) nos principais órgãos-alvo, osso e rim, por meio da ativação do receptor PTH1R. Indicada como terapia de reposição hormonal de uso diário para pacientes com hipoparatireoidismo, a palopegteriparatida libera o PTH ativo por autoclivagem controlada, resultando em uma meia-vida aparente de cerca de 60 horas. Esse mecanismo favorece a regulação fisiológica do cálcio e do fosfato, aumentando a reabsorção renal de cálcio, modulando a excreção de fosfato e estimulando a produção de vitamina D ativa, com potencial para restaurar de forma mais fisiológica as funções do PTH ausente ou insuficiente.
Para que YORVIPATH ® é indicado?
YORVIPATH® (palopegteriparatida) é uma terapia de reposição do hormônio da paratireoide (PTH), indicada para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico.
Quais os benefícios que YORVIPATH ® demonstrou nos estudos clínicos?
Quase todos os participantes tratados com palopegteriparatida, todos, exceto um, alcançaram independência da vitamina D ativa (60/61; 98,4%). Cinquenta e sete participantes (93,4%) alcançaram independência das doses terapêuticas de cálcio, e o mesmo número não apresentou aumento da dose do medicamento em estudo nas quatro semanas anteriores à visita da Semana 26. Quarenta e nove participantes (80,3%) apresentaram cálcio sérico ajustado por albumina dentro do intervalo normal. No grupo placebo, aproximadamente metade dos participantes apresentou cálcio sérico ajustado por albumina dentro do intervalo normal (10/21; 47,6%) ou não necessitou de aumento da dose do medicamento em estudo (12/21; 57,1%). Cerca de um quarto dos participantes tratados com placebo alcançou independência da vitamina D ativa (5/21; 23,8%), e apenas um alcançou independência das doses terapêuticas de cálcio (1/21; 4,8%).
Em relação aos desfechos secundários, observaram-se melhorias estatisticamente significativas na Semana 26 nos domínios físico, cognitivo, funcionamento físico e atividades da vida diária entre os participantes tratados com palopegteriparatida. A dose de cálcio suplementar diminuiu de forma acentuada nos participantes tratados com palopegteriparatida em relação ao período basal. As doses de vitamina D ativa também diminuíram acentuadamente em ambos os grupos de tratamento. O cálcio sérico ajustado pela albumina nos pacientes tratados manteve-se dentro da faixa normal ao longo do período do estudo. Pacientes que receberam o tratamento tiveram valores médios de cálcio ajustado pela albumina dentro do intervalo normal (8,3–10,6 mg/dL). O intervalo normal do fosfato sérico é de 2,2 a 5,1 mg/dL. Os níveis médios permaneceram dentro do intervalo normal durante todo o período do estudo, sem diferenças clinicamente relevantes entre os grupos.
No TCP-304, o cálcio urinário de 24 horas diminuiu de um valor basal médio de 392 mg/dia para 220 mg/dia na Semana 26 entre os participantes tratados com palopegteriparatida (diferença média LS: −154 mg/dia; IC 95%: −197 a −112). No grupo placebo, observou-se redução menos acentuada. A diferença entre os tratamentos foi estatisticamente significativa (p = 0,0085). Em relação aos marcadores de remodelação óssea (P1NP e CTX), observou-se elevação após o início do tratamento com palopegteriparatida, com picos nas semanas 12 e 26, respectivamente, enquanto no grupo placebo esses marcadores permaneceram estáveis. Na avaliação densitométrica por DXA, os escores Z médios apresentaram redução transitória em sítios com predomínio de osso trabecular, seguida de tendência à recuperação para valores compatíveis com a idade.
Quais os principais riscos associados a YORVIPATH ®?
O grupo de pacientes com hipoparatireoidismo, os eventos adversos emergentes do tratamento mais frequentes foram reações no local da injeção, cefaleia, parestesia, fadiga e náuseas, em geral de intensidade leve a moderada. A maioria dos eventos foi classificada como Grau 1 ou 2, com raros eventos graves; apenas um caso de hipercalcemia Grau 3 foi considerado relacionado ao tratamento.
A hipercalcemia ocorreu predominantemente no início do tratamento, durante a fase de titulação, sendo transitória e manejável com suspensão temporária da medicação. Eventos adversos de interesse especial foram pouco frequentes, limitando-se a sinais e sintomas vasodilatadores, sem relatos de hipercalcemia ou hipocalcemia severas persistentes. A taxa de descontinuação por eventos adversos foi baixa. Apesar de a palopegteriparatida ter sido globalmente bem tolerada, as autoridades regulatórias destacam que os dados de segurança a longo prazo ainda são limitados, especialmente para uso crônico, subgrupos populacionais e potenciais efeitos cumulativos sobre os ossos, função renal, imunogenicidade e exposição prolongada ao mPEG, aspectos que continuam sendo monitorados nos estudos de extensão em andamento.
Como YORVIPATH ® deve ser usado?
Yorvipath® (palopegteriparatida) é administrado por via subcutânea, uma vez ao dia, em canetas preenchidas, sendo o tratamento iniciado e monitorado por profissionais experientes no manejo do hipoparatireoidismo. A dose é individualizada com base no cálcio sérico ajustado pela albumina, visando manter esse parâmetro dentro da faixa normal com a menor dose eficaz, idealmente sem necessidade de vitamina D ativa ou suplementação terapêutica de cálcio (podendo ser mantida apenas suplementação nutricional ≤ 600 mg/dia).
O tratamento deve ser iniciado com 18 mcg/dia, com ajustes em incrementos de 3 mcg a intervalos mínimos de 7 dias, dentro de uma faixa de 6 a 60 mcg/dia. Antes do início, os níveis de 25(OH) vitamina D devem estar adequados e o cálcio sérico estável. Durante a titulação, a vitamina D ativa e os suplementos de cálcio devem ser reduzidos ou suspensos conforme os níveis de cálcio, e o monitoramento laboratorial deve ser realizado 7 a 14 dias após o início e após cada ajuste de dose. A dose de manutenção é aquela que mantém o cálcio sérico normal, com monitorização periódica do cálcio e da vitamina D.
YORVIPATH ® já está disponível no mercado?
Embora o registro de YORVIPATH ® já tenha sido concedido pela Anvisa, o medicamento estará apto para comercialização após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Porém, a decisão de quando o medicamento será comercializado é da empresa detentora do registro.
A disponibilização do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) é condicionada à avaliação e recomendação de incorporação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) e aprovação pelo Ministério da Saúde. Nem todo medicamento registrado na Anvisa é objeto de avaliação pela CONITEC e incorporação ao SUS.