IMAAVY® (nipocalimabe)

Tratamento da Anemia Hemolítica Autoimune por Anticorpos Quentes (AHAI-Q) em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos de idade ou mais.

Publicado em 25/08/2026 17:50
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Nome do produto

IMAAVY® (nipocalimabe)

Empresa

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA - 51.780.468/0001-87

Categoria

PRODUTOS BIOLÓGICOS - 77a. Inclusão ou modificação de indicação terapêutica

Indicação Terapêutica

Tratamento da Anemia Hemolítica Autoimune por Anticorpos Quentes (AHAI-Q) em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos de idade ou mais.

Mais informações

Foi aprovada nova indicação terapêutica para o medicamento IMAAVY® (nipocalimabe) para o tratamento da Anemia Hemolítica Autoimune por Anticorpos Quentes (AHAI-Q) em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos de idade ou mais.

IMAAVY® é um medicamento biológico de uso intravenoso.

O nipocalimabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia o receptor neonatal Fc (FcRn), reduzindo a reciclagem da imunoglobulina G (IgG) e os níveis circulantes de IgG, incluindo os autoanticorpos envolvidos na destruição das hemácias na AHAI-Q.

A AHAI-Q é uma doença autoimune rara, grave e potencialmente debilitante, associada a anemia, fadiga, falta de ar, necessidade de transfusões e risco de complicações. Sua incidência é estimada em aproximadamente 1 a 3 casos por 100 mil habitantes por ano.

Até esta aprovação, não havia medicamento registrado no Brasil com indicação específica para essa condição.

A aprovação foi sustentada principalmente pelo estudo pivotal ENERGY, estudo de Fase 2/3, multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, seguido por extensão aberta. Para o regime aprovado de 30 mg/kg por via intravenosa a cada 4 semanas, 23,7% dos pacientes alcançaram resposta duradoura de hemoglobina, em comparação com 7,7% no grupo placebo, uma diferença absoluta de 16,0 pontos percentuais. Resultados adicionais de hemoglobina, marcadores de hemólise e fadiga foram consistentes com o benefício observado.

O perfil de segurança foi considerado aceitável no contexto da doença e da população estudada. Os principais riscos e incertezas, especialmente infecções associadas à redução de IgG, segurança em uso prolongado e ausência de dados clínicos diretos em adolescentes com AHAI-Q, foram comunicados na bula e serão acompanhados por meio do Plano de Gerenciamento de Riscos e das atividades de farmacovigilância. A indicação em adolescentes baseia-se na extrapolação de dados de adultos, apoiada por modelagem e simulação.

O pedido foi analisado de forma prioritária por se destinar a uma doença rara, séria e debilitante, sem alternativa terapêutica especificamente aprovada no Brasil, nos termos da RDC nº 1.001/2025

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