Destinos Turísticos Inteligentes (DTI)

Publicado em 02/06/2021 11h21

1. O que é um Destino Turístico Inteligente, ou DTI?

A conceituação de “destino turístico inteligente” foi definida pela Sociedad Mercantil Estatal para la Gestión de la Innovación y las Tecnologías Turísticas, S.A.M.P (SEGITTUR), em 2013, como “um espaço turístico inovador, acessível a todos, consolidado sobre uma infraestrutura tecnológica de vanguarda que garante o desenvolvimento sustentável do território, que facilita a interação e integração do visitante com o entorno e incrementa a qualidade da sua experiência no destino e a qualidade de vida dos residentes”.

2. Qual é a importância de um destino se transformar em DTI?

As ações do MTur objetivam alcançar esse desenvolvimento tecnológico e apresentar destinos mais competitivos, atraentes e inovadores, tanto para os visitantes como para os habitantes, sem tirar o foco e a importância da sustentabilidade e da acessibilidade. A melhoria da competitividade em si deve ser destacada como a principal vantagem, visto que possibilita comparar o desempenho turístico de cada destino, incluindo sua infraestrutura, mobilidade e conectividade, bem como a melhoria dos atrativos e serviços turísticos, de modo a oferecer uma experiência mais inteligente, criativa e interativa com os turistas.

3. Como o MTur pretende trabalhar o projeto?

Com o compromisso firmado com o Instituto Ciudades del Futuro da Fundación Ciudad de la Plata, o Ministério do Turismo irá trabalhar, durante o ano de 2021, a metodologia da Sociedade responsável pelo conceito – a SEGITTUR – por meio de um modelo adaptado ao Brasil. Esta metodologia nacional, tropicalizada, será aplicada em 10 destinos-piloto, sendo dois destinos por cada região brasileira, para testagem do “Modelo DTI Brasil”. No final de 2021, com a conclusão do projeto, ela estará disponível para replicação por qualquer destino que queira investir na sua transformação em DTI.

4. Como o MTur escolheu os destinos-piloto?

O Ministério do Turismo não abriu chamada pública por entender que os destinos já precisam ter um grau mínimo de desenvolvimento e infraestrutura, principalmente nos eixos ou pilares a serem trabalhados, tais como acessibilidade, tecnologia e governança, decidindo-se pela elaboração de uma planilha com análise de diversos dados, como conectividade, desenvolvimento tecnológico, capacidade de inovação etc., e diferentes índices, tais como índices de desenvolvimento dos municípios e o índice das cidades empreendedoras da ENAP.
Os destinos turísticos pilotos foram selecionados de forma a garantir que a diversidade de realidades encontradas no Brasil seja observada e contemplada na metodologia do DTI BRASIL em desenvolvimento.
É importante ressaltar que o Ministério do Turismo oferece a possibilidade do destino acessar e aplicar a metodologia de análise e soluções oferecida com o DTI, mas a decisão efetiva por aderir ao projeto caberá aos prefeitos, que deverão assinar um termo de compromisso para a transformação do destino em um DTI, consentindo o interesse na aplicação dos recursos necessários, de acordo com as possibilidades, para a implementação dos projetos oriundos do diagnóstico e dos seus Planos de Transformação.

5. O que os destinos selecionados deverão fazer?

O investimento - tanto com a metodologia como com a consultoria aos destinos-piloto - está sendo feita pelo governo federal, por meio do Ministério do Turismo, mas cada destino participante deverá investir nas ações que lhe couberem para que possam efetivamente se tornar Destinos Turísticos Inteligentes, o que justifica a necessidade dos prefeitos de cada destino escolhido estarem verdadeiramente comprometidos com o projeto. Cada destino terá seu diagnóstico realizado dentro da metodologia a ser trabalhada, mas precisará traçar seu(s) plano(s) de transformação de modo a contribuir com a melhoria de pilares como a governança, a tecnologia, a inovação, a segurança, a sustentabilidade e a acessibilidade do destino.

6. Como outros destinos que não os pré-secionados poderão se beneficiar do projeto?

O MTur e ICF irão desenvolver uma metodologia, que será disponibilizada num futuro próximo e poderá ser replicada para qualquer outro destino que tenha interesse em se transformar em um DTI. Assim, sugere-se aos interessados acompanhar o andamento do projeto e as futuras ações do MTur no tema. Além disso, governos, instituições, academia e terceiro setor de destinos que tenham interesse na pauta poderão manifestar suas sugestões por meio da Câmara do Turismo 4.0, criada em outubro de 2020 e lançada oficialmente, com sua primeira reunião, em março de 2021, com o objetivo de ser um fórum técnico para discussão do tema “Turismo 4.0”, de maneira a facilitar a compreensão dos gargalos existentes e, consequentemente, auxiliar na proposição de ferramentas e ações que adotem soluções para os desafios encontrados. Clique aqui para mais informações.