Educação Financeira
A educação financeira é essencial para o bem-estar de cada indivíduo e o equilíbrio econômico do país.
A Educação Financeira tem entre seus objetivos proporcionar a Inclusão Financeira, permitindo que, através da aquisição de informação e conhecimento, o cidadão possa tomar decisões mais adequadas à sua realidade que lhe permitam aumentar seu bem-estar, melhorando suas próprias condições de vida e até do seu país.
A Educação Financeira possibilita que o cidadão se planeje e utilize melhor os diversos produtos e serviços financeiros existentes no país, dando-lhe o poder de fazer escolhas mais conscientes, além de possibilitar que este se proteja de prejuízos e fraudes, além de conhecer seus direitos e deveres.
Comprar um bem parcelado ou não, adquirir um seguro ou não, planejar a aposentadoria ou a poupança para um objetivo futuro são decisões que serão melhor tomadas com a Educação Financeira. Mas ainda é muito alta a porcentagem de cidadãos brasileiros sem conhecimento sobre opções de crédito, investimentos, produtos de seguros e previdência privada.
A informação e o conhecimento são os melhores remédios para aumentar a inclusão financeira.
Desperte seu interesse por esses assuntos que podem te proporcionar um futuro mais tranquilo e seguro.
Nossa relação com o dinheiro
Em praticamente todos os aspectos da vida humana nós temos relação com o dinheiro. O dinheiro é o instrumento que atende às necessidades e, ao fazer boas escolhas, ele também possibilita a realização de sonhos e objetivos de vida. Mas também pode ser fonte de dissabores e preocupações, se não for bem administrado.
Cada vez mais, as relações financeiras estão ficando complexas, porém, muitas vezes este aspecto importante de nossas vidas é pouco discutido ou é tratado como um assunto secundário. A nossa relação com dinheiro deve ser livre de tabus, medo, constrangimento ou desleixo.
Entre as diversas consequências da falta de conhecimento e interesse pelas finanças pessoais temos o endividamento.
A oferta relativamente grande de crédito, via empréstimos, cartões de crédito, financiamentos, cheque especial, consignados, parcelamento, consórcios, aliada com a falta de conhecimento, impactam de maneira significativa a vida das pessoas e as faz inclusive diminuir o consumo de produtos e serviços que poderiam lhes trazer mais conforto e satisfação.
Se pudermos modificar nossa relação para melhor com o dinheiro e adquirir a “saúde financeira”, podemos ter uma vida mais rica, com menos estresse e mais realizada.
Necessidades e desejos.
Confundimos muito facilmente necessidade com desejo e ao fazermos isso podemos criar problemas financeiros a nós mesmos.
Necessidade é o que é indispensável à vida, podendo ser física, emocional, social ou mesmo espiritual. Desejo é aquilo que queremos ter ou utilizar, independente da necessidade.
Muitas vezes os desejos são despertados em nós pela publicidade, pela moda, pelo grupo em que convivemos. Muitas vezes é despertado por uma imposição social e, quando tentamos racionalizar o porquê, vemos que nossos desejos são fruto de pressões de terceiros e não de nós mesmos.
Exemplo:
É necessário um telefone celular para uso exclusivo de seu trabalho, para se comunicar com os clientes. Se você optar por um aparelho com mais funções do que as necessárias,mais caro, você pode estar sendo dominado pelas emoções ou status. Isso é muito comum acontecer por pressões da publicidade, de amigos e da nossa própria vaidade. Fique atento!
É normal ter desejos, entretanto, é importante saber que o consumo não deve ser movido apenas pela emoção, devemos incluir a razão em nossas decisões financeiras. No processo de escolha, a emoção e a razão funcionam como dois lados de uma balança que devem manter-se equilibrados.
Somos diariamente bombardeados com propagandas criadas para despertar nossas emoções e assim despertar em nós desejos de consumo por produtos com os quais vivíamos muito bem sem nem sequer saber que existiam.
Transforme seus sonhos em realidade
São os sonhos (ou desejos) que trazem esperança e motivação para todos nós. E para realização de nossos sonhos materiais, de realização pessoal, ou mesmo intelectuais é necessário ter dinheiro.
Uma parte importante da concretização dos sonhos é estabelecer metas claras de onde queremos chegar. Assim, fica mais fácil abrir mão de uma satisfação imediata para alcançar um objetivo maior e melhor à frente.
Para não desanimar até que um projeto longo seja finalizado, estabeleça metas intermediárias menores, assim é possível saborear a sensação de capacidade e comemorar a conclusão de cada etapa, gerando mais motivação e força para chegar lá.
Uma boa gestão financeira faz parte da vida de toda pessoa realizada.
Seu crédito não é sua renda!
A facilidade de se obter crédito gera uma ilusão em nossa mente. Confundimos nossos limites de crédito como uma renda adicional fácil. Assim, temos a ilusória ideia de que nosso poder de compra é maior do que a realidade.
Ao comprarmos algo com “crédito” na verdade estamos assumindo uma dívida, e o que adquirimos não será realmente nosso enquanto não liquidarmos essa dívida.
Se houver descontrole, podemos nos ver encurralados no meio de uma bola de neve de dívidas.
Rigorosamente, só deveríamos comprar aquilo que pudéssemos comprar à vista.
Não seja escravo do dinheiro, faça-o trabalhar a seu favor!
O indivíduo que vive de dívida em dívida, com o orçamento totalmente dominado por empréstimos e parcelas de abatimento de dívidas não é livre.
Quite todas as suas dívidas e não faça novas, a não ser se em casos de emergência.
O dinheiro ganho com suor e sacrifício deve ser valorizado e deve ser utilizado primeiro para o próprio conforto e realização.
Adeque seu padrão de vida ao seus ganhos. Não faz sentido ostentarmos um padrão de vida artificial através do endividamento.
Passe a poupar um pouco todo mês. Delimite uma porcentagem de seu salário, como, por exemplo, 10% e poupe todo mês.
Quando desenvolver este hábito você perceberá o grande alívio e prazer que sentirá ao se ver livre de dívidas. E, mais ainda, quando a mágica dos juros compostos trabalhar a seu favor. Será o seu dinheiro trabalhando para você e não você para ele.
A educação financeira possibilita adquirir um dos maiores bens que os seres humanos possuem, que é a liberdade. A possibilidade de ter mais escolhas e de permitir uma vida mais rica, não só material, mas também emocional, intelectual e quaisquer outros aspectos que forem impactados pela falta de dinheiro.
O seu orçamento
Um grande investidor brasileiro uma vez disse que toda educação financeira se resume a gastar menos do que ganha.
Esse já é um grande passo, para alcançá-lo, temos algumas ferramentas que podem nos auxiliar nessa caminhada.
Uma destas ferramentas é o nosso orçamento.
O orçamento pessoal ou familiar é o registro das receitas e despesas previstas e realizadas por uma pessoa ou por uma família. Ele funciona como uma radiografia das finanças, onde você pode ver claramente todos os seus ganhos e todos os seus gastos. Essa ferramenta simples vai ajudá-lo a descobrir como anda a sua saúde financeira e a de sua família.
Comece anotando todos os ganhos e gastos, mais conhecidos por receitas e despesas durante um período de tempo, um mês, por exemplo. Geralmente temos uma grande surpresa ao vermos para onde realmente vai nosso dinheiro.
Existem inúmeras ferramentas para esse registro, desde um simples caderno até aplicativos e sites da Internet. Fique à vontade de utilizar aquilo que lhe dará mais segurança e conforto.
Elaborar o orçamento é o primeiro passo para um planejamento financeiro eficiente.
Simplesmente comece.
Passo a passo:
- Pense no período de tempo pelo qual deseja elaborar o seu orçamento. Ele pode ser diário, mensal ou misto (com despesas diárias e mensais). Se as suas receitas forem predominantemente mensais, o ideal é fazer o orçamento também mensalmente, mas, como algumas despesas podem ser diárias, vale a pena anotá-las por dia e usar o total dessas despesas em seu orçamento mensal.
- Relacione todas as receitas da família, ou seja, anote todo o dinheiro que vocês efetivamente recebem. Atenção: só anote valores que realmente tiver a certeza de que irão receber, não use acréscimos variáveis (gorjetas, gratificações, etc.), pois não se deve contar com o que não é certo. Organize as receitas em fixas ou variáveis, de acordo com a frequência em que são recebidas e a variação dos valores. Receitas fixas são aquelas que estão sempre presentes no orçamento e cujos valores não variam muito ao longo do tempo, como salário, aposentadoria, pensão, recebimento de aluguéis etc. Receitas variáveis são esporádicas e podem apresentar uma grande variação de valores, como rendimento de investimentos, recebimentos por serviços prestados ou vendas de mercadorias, dentre outras.
- Anote todas as suas despesas, mesmo aquelas de pequeno valor (cafezinho, gorjeta, estacionamento, lanche escolar etc.), pois, só assim, você vai saber exatamente para onde vai o dinheiro. Não confie só na memória, guarde notas fiscais, recibos ou faça anotações, assim, na hora de organizar as despesas, você não vai deixar nenhum gasto de fora. Procure organizar os gastos em despesas fixas, despesas variáveis e eventuais, conforme a frequência em que ocorrem e a variação, significativa ou não, de seus valores. Despesas fixas – são aquelas que se repetem periodicamente e possuem valor fixo (despesas com aluguel, condomínio, mensalidade escolar, plano de saúde etc.) ou que sofrem pequenas variações de valor em períodos já esperados (contas de gás, luz e água, por exemplo). Despesas variáveis – são aquelas que, embora se repitam periodicamente, apresentam variações significativas de valor, de acordo com o consumo. Por exemplo: contas de telefone, despesas alimentação (mercado, padaria, feira), lazer (cinema, lanchonetes, etc.), combustível. Despesas eventuais ou extraordinárias – são despesas que somente ocorrem por necessidades específicas, que não se repetem sempre. São as despesas com farmácia, material escolar, presentes, exames, viagens, emergências etc.
- Faça o cálculo da diferença entre o total das receitas e o total das despesas e descubra o resultado do seu orçamento (Receitas – Despesas = Resultado). Compare tudo o que recebem com o que vocês gastam. Como está sua situação financeira?
- Avalie sua situação financeira.
Se o resultado do orçamento for positivo: Parabéns!
O ideal é que vocês consigam poupar mensalmente, no mínimo, de 10% a 20% do total das receitas da família. Por exemplo, se a receita familiar for de R$2.000,00, o ideal é que procurem poupar, pelo menos, R$200,00. Mas se isso não for possível, não desanime, estabeleçam uma meta viável e comecem a poupar já!
Dica importante: pague-se primeiro, ou seja, assim que receber, reserve o valor que será poupado, senão vocês podem perder o controle dos gastos e no final do mês não sobrar nada para poupar.
Muito bem, vocês já conseguiram equilibrar o orçamento o suficiente para iniciar o planejamento para conquistar seus sonhos. Mas, antes disso, reserve uma quantia para situações de emergência como, por exemplo, o conserto de um eletrodoméstico essencial, gastos inesperados com saúde ou, até mesmo, a perda do emprego ou de uma fonte de renda. Uma boa regra é manter ao menos dois meses de gastos da sua família nessa reserva de emergência.
Quanto mais estável sua renda, menor pode ser sua reserva. Por exemplo, funcionários públicos podem deixar três meses de salário na reserva, já autônomos, com receitas que variam de mês a mês, devem deixar mais, de seis meses a um ano.
Pronto, agora vocês já podem pensar nos planos futuros com tranquilidade. Em geral os planos da família costumam ser classificados como de curto (de 1 a 2 anos), médio (de 3 a 9 anos) e longo (a partir de 10 anos) prazos. Eles podem envolver a compra do celular, do carro, da casa própria; o pagamento da pós-graduação ou, até mesmo, da viagem dos sonhos. Definam os seus principais sonhos, e verifiquem quanto tempo e dinheiro precisam para conquistá-los. Pesquise os tipos de investimento mais adequados para você e sua família, e mãos à obra!
Se o resultado for nulo ou quase nulo: Vamos lá, coragem, vocês já estão muito próximos do objetivo!
Envolva todos os membros da família, pois é muito importante saber claramente os seus planos, com valores e prazos muito bem definidos, antes de decidir o que será necessário fazer para conquistar seus sonhos.
Examinem todas as despesas da família para descobrir onde vocês conseguem reduzir e cortar de gastos.
Além de reduzir as despesas, também é possível conquistar uma receita extra, pode ser com a venda de produtos caseiros (bolos, salgados, artesanato etc.), revenda de mercadorias (maquiagem, bijuterias, roupas, etc.) ou prestação de serviços (manicure, babá, costureira, motorista, garçom, jardineiro, dentre outros).
Feito isso, siga adiante, sinal verde para vocês!
Se o resultado for negativo: Não desanimem, vocês também podem conquistar os seus sonhos!
Para isso, o primeiro objetivo deve ser sair do vermelho.
Reconheça sua situação financeira, não tenha vergonha, converse com a família. Quando todos os familiares são envolvidos na organização e no planejamento das finanças, tudo fica mais fácil.
Atenção, revejam todas as suas despesas, façam cortes e reduzam todos os gastos possíveis.
Façam as contas e veja o quanto podem pagar para quitar suas dívidas. Procure os credores e exponha sua situação. Tente negociar para menores taxas de juros ou maiores prazos de pagamento, mas seja sincero, só assuma compromissos que vocês realmente possam cumprir.
Além de reduzir as despesas, que tal também aumentar as receitas? A família pode buscar formas alternativas para conseguir uma renda extra, pode ser com a venda de produtos caseiros (bolos, salgados, artesanato etc.), revenda de mercadorias (maquiagem, bijuterias, roupas, etc.) ou prestação de serviços (manicure, babá, costureira, motorista, garçom, jardineiro, dentre outros).
Quando o objetivo for alcançado, e o seu orçamento tiver sinal verde, está na hora de seguir em frente!
Aprenda a importância do consumo consciente no seu dia a dia
O conceito de Consumo Consciente abrange diversos fatores:
- Cumprir com o planejado em seu orçamento;
- Evitar o desperdício;
- Refletir sobre suas necessidades.
E você? Se considera um consumidor consciente?
Responda (sinceramente!) as perguntas abaixo e descubra:
Fonte: Livro Educação Financeira nas Escolas - Ensino Médio - Bloco 1
Confira as nossas DICAS, e se torne um consumidor consciente:
- Planeje suas compras. Não compre por impulso. Reflita a necessidade da compra e faça uma pesquisa de preços.
- Cuidado com as armadilhas das liquidações ou das baixas parcelas. Evite o endividamento. Lembre-se: pequenas despesas podem somar gastos enormes.
- Não consuma nada de que não precise apenas por influência dos outros. Seja você mesmo. Atente-se ao seu orçamento e às metas.
- Não compre presentes caros sem poder. Há diversas formas de agradarmos quem amamos. Se o presente for de muita importância, planeje-se, junte o dinheiro com antecedência para comprá-lo, ou faça uma surpresa quando puder.
- Evite sempre o desperdício. Coloque no prato apenas o que for comer; feche a torneira quando passar o shampoo, o sabonete e ao escovar os dentes; guarde água do banho em um balde para usar no vaso sanitário, apague a luz quando sair do cômodo. Seu bolso agradece, e o Meio Ambiente também!
Regras de Ouro!
1. Cumprir com o Planejado em seu Orçamento
Obter o saldo positivo no seu Orçamento, e alcançar sucesso financeiro, não depende de quanto você ganha, mas de como você lida com o que ganha.
O orçamento doméstico ou pessoal é uma ferramenta, para que você possa ter maior controle sobre sua vida financeira e, a partir daí, organizar suas prioridades e se planejar para alcançar suas metas. Afinal, nossas receitas são limitadas e você precisa decidir no que vai gastar.
Não há nenhuma fórmula mágica para o sucesso. Apenas agir com consciência e manter nossos gastos menores que a nossa receita. Se a sua receita não tem como aumentar, a solução é reduzir as despesas. Entretanto, há contas que não podemos cortar, como o supermercado, a luz, a água, o gás, o aluguel, mensalidade escolar, entre outras...
Chamamos as contas que tem presença constante no orçamento, e de variação previsível, de despesa fixa. Por outro lado, algumas despesas variáveis podem se repetir no orçamento ao longo do ano; por exemplo uma compra parcelada.
Para se classificar a despesa basta seguir duas etapas. A primeira é a periodicidade, se ela ocorrer de forma sazonal, esporádica ou não for constante será classificada como despesa eventual ou extraordinária. Caso ocorra constantemente, então ela poderá ser fixa ou variável a depender da variação ou não de seu valor de um período para o outro. A segunda etapa é verificar a variação da despesa no tempo. Se a despesa não costuma sofrer alterações significativas no tempo, ela será despesa fixa. Se, ao contrário, ela puder sofrer variações significativas, então ela será classificada como despesa variável.
Fonte: Livro Educação Financeira nas Escolas - Ensino Médio - Bloco 1
A classificação das despesas muda de acordo com a realidade de cada pessoa ou família.
A partir desse levantamento, fica mais claro quanto sobrará para as demais despesas do dia a dia, e até quanto você pode poupar, pois ainda não contabilizamos aqueles gastos diários e corriqueiros na farmácia, lanchonetes ou no seu lazer do final de semana. Anote todos os gastos que fizer, sem esquecer de nem 1 real! Você verá que esses pequenos gastos podem somar uma grande quantia no fim do mês.
É importante, também, que você discrimine os itens que são e os que não são essenciais para você e sua família. Os itens essenciais são os que não podem faltar em casa, como os alimentos básicos, remédios e itens de higiene. Por oposição, os itens não essenciais são aqueles que podem ser cortados para economizar.
Não esqueça de contar nessas despesas não essenciais os lanchinhos feitos fora de casa, o chocolate, uma roupinha. Anote tudo que for comprado diariamente para ter maior controle sobre seus gastos.
Agora, que você consegue fazer o seu orçamento e discernir sobre as despesas necessárias e não necessárias, trace suas metas de economia diária, mensal ou anual. Com planejamento e economia, você conquistará todos os seus sonhos!
2. Evitar o Desperdício
"Pequenas despesas somam gastos enormes". Tenha essa frase sempre em mente. Muita gente descobre que, devido a alguns maus hábitos, e por não planejar, acaba gastando demais no fim do mês ou perde o controle e se endivida sem necessidade.
Gastar muito com coisas que pouco queremos e das quais não precisamos é mais do que perder dinheiro, é um desperdício ambiental. Tudo o que compramos foi fabricado com materiais extraídos da natureza, pode ter passado por processos industriais que danificam o meio ambiente e provavelmente foi transportado em algum momento, o que também tem seus impactos ambientais. Além disso, quando descartado, vira lixo.
Um bom exemplo para evitar o desperdício em casa e economizar diariamente em nossas despesas essenciais é nos adaptar a novas rotinas e criar novos hábitos, tomando medidas muito simples como: apagar as luzes quando ninguém estiver usando o cômodo, e usar a água com mais eficiência, fechando a torneira quando estiver passando o sabão na louça, escovando os dentes ou passando o shampoo, condicionador e sabonete no banho. Além disso, analise a quantidade de comida que estragou no último mês, controle os prazos de validade dos produtos comprados para não jogar nada fora e reaproveite a comida que sobrou antes de fazer um novo prato.
Com os aparelhos eletrônicos, usados e em bom estado, podemos vender ou fazer uma troca por outros produtos desejados, o mesmo pode ser feito com suas roupas ou equipamentos esportivos usados.
Podemos economizar e evitar o desperdício reciclando algumas coisas que consideraríamos lixo. Usando as técnicas de artesanato podemos transformar garrafas pet em vaso de plantas, ou um pufe para a sala, latas de alumínio transformam-se em estante, ou rack para garrafas de vinho, entre outras diversas alternativas. Use a sua criatividade.
Já fez as contas de quanto você gasta com transporte todo mês? Ou em gasolina no seu carro? Se na sua cidade tiver uma ciclovia, porque não usar a bicicleta como meio de transporte? Que tal ir andando para o trabalho, a escola ou a faculdade, ou para o shopping, ou dar aquele passeio a pé nos finais de semana? Além de ser um alívio para o seu bolso, faz bem à saúde e causa menos poluição ao meio ambiente.
Com essas novas práticas e hábitos, além de consumidor consciente, você se torna um consumidor sustentável, contribuindo também com a preservação do meio ambiente.
3. Refletir sobre suas necessidades
Você tem o sonho da casa própria, de comprar um carro ou de fazer uma viagem internacional em família?
Mas logo desiste achando que ganha pouco, ou pensa: "Ah! Se não sobra nada do seu salário no mês, como posso pensar em uma coisa dessas?", ou, "Essas coisas são só para os ricos, eu não sou, então nunca terei!"?
Daí, quando você vê uma liquidação ou aquela prestação que cabe no seu bolso, compra sem pestanejar?
Ou ainda, compra tênis, ou celular, para se sentir bem entre seus amigos?
Será que aquela roupinha, ou aquele game, ou até aquele presente comprado por impulso são realmente necessários?
Reflita sobre a necessidade daquele novo bem antes de cada compra. Dê mais uma volta, pesquise em outras lojas, ou vá para casa pensar com mais calma e aproveite para dar uma olhada no orçamento. Muitas das vezes, depois de dois dias já nem lembramos mais dele.
Evite as tentações e o impulso. Saia de casa sem cartão de crédito, leve apenas com o dinheiro do lanche, ou se for para o shopping comprar algo, vá com o dinheiro certo. Comprando à vista você ainda pode barganhar um desconto!
Faça um teste e veja como pode economizar ao longo de um ano, dois, ou dez. Essa conta pode te surpreender.
Não pense pequeno. Muitas vezes a meta do sonho é de longo prazo. Trace suas metas mensais ou anuais, deixe o seu dinheiro rendendo. Já imaginou que com essa pequena economia você pode conquistar algo muito maior? Comece logo a se planejar e conquiste os seus sonhos!
Saiba o papel do cidadão na prevenção à fraude
O que é Fraude?
Por definição, a fraude é um ato ilícito ou de má-fé que visa à obtenção de vantagens indevidas ou elevadas, para si ou para terceiros, geralmente através de omissões, inverdades, abuso de poder, quebra de confiança, burla de regras, dentre outros.
Em outras palavras, fraude é a ação praticada com a intenção de prejudicar, enganar ou influenciar pessoas ou organizações, para beneficiar os interesses de quem a pratica.
Como prevenir
As fraudes que comumente afetam os cidadãos são as fraudes financeiras.
As melhores armas para se proteger são a informação e o conhecimento. Se soubermos do que se trata o assunto ou o produto financeiro oferecido não seremos enganados facilmente.
Se informe e tire suas dúvidas antes de comprar qualquer produto financeiro. Assim como a Susep tem este portal educativo para tratar de seguros, previdência aberta complementar e capitalização, o Banco Central tem seu canal educativo para produtos bancários e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para produtos de investimento.
Para maioria dos consumidores, os produtos financeiros são um tabu, e é disso que as pessoas de má-fé se aproveitam! Não tome como verdade tudo aquilo que é informado no momento da oferta, certifique-se previamente de que aquele produto é o mais adequado para você. Procure sempre por fontes confiáveis de informação!
Todo o cuidado é pouco! À medida que o sistema de segurança das empresas aumenta, os golpes ficam mais sofisticados.
Fraude em contratos de Seguro
Infelizmente, fraudes contra as seguradoras são muito comuns e aumentam a cada ano que passa. A seguradora não pode diferenciar um simples descuido de omissões intencionais, por isso tenha bastante atenção ao preencher a proposta de seguro, responda o questionário fielmente com seus dados, se houver. A boa-fé de ambas as partes é essencial para a manutenção do contrato de seguro.
Para combater e evitar fraudes, as seguradoras realizam investigações sobre seus segurados. Se forem detectadas omissões no ato da contratação ou agravamento intencional do risco, esses atos podem ser caracterizados como fraude e a indenização não será paga.
Lembre-se de que os contratos de seguro têm como base o princípio do mutualismo, sendo assim, não apenas a seguradora sofre com as fraudes, mas também todos os outros segurados que compõem a massa, uma vez que as indenizações são pagas pelo fundo comum. O segurado que frauda para obter vantagem econômica está prejudicando todos os segurados honestos, elevando o valor das indenizações e, consequentemente, aumentando os valores dos prêmios.
Fique de olho!
Desconfie de ofertas de seguros com valores muito abaixo dos praticados pelas grandes sociedades seguradoras.
Algumas associações e cooperativas estão comercializando ilegalmente diversos tipos de seguro com o nome, por exemplo, de "proteção", "proteção veicular", "proteção patrimonial", dentre outros.
O consumidor que contrata uma "proteção" com essas empresas fica sem nenhuma garantia na ocorrência do sinistro, por muitas vezes sem receber nenhuma indenização, no prejuízo! Como essas associações e cooperativas não estão autorizadas pela Susep a comercializar seguros, não são fiscalizadas pela Autarquia e não têm qualquer tipo de acompanhamento técnico de suas operações.
A única forma legal de essas associações e cooperativas atuarem é como estipulantes de contratos de seguro, ou seja, contratando apólices coletivas de seguro junto a sociedades seguradoras devidamente autorizadas pela Susep, passando a representar seus associados e cooperados como legítimos segurados.
Portanto, antes de contratar um seguro, consulte o nome da sociedade seguradora no sítio eletrônico da Susep e leia as condições gerais do contrato de seguro.
Todos juntos por um Brasil melhor
Podemos exercer nosso papel de cidadão e prevenir a fraude no nosso dia a dia! Agir com ética e de forma correta é muito simples:
- Exija nota fiscal dos estabelecimentos comerciais - ao exigir a nota fiscal, você faz com que o fornecedor do produto ou serviço fique obrigado a pagar o imposto devido.
- Jamais ofereça ou ceda a sugestão de propinas para se livrar de multas - a multa é uma punição por uma conduta incorreta, vivemos em uma sociedade e devemos respeitar as leis e as regras.
- Acompanhe a destinação dos recursos públicos - fique atento aos gastos do governo, em como o governo está investindo o Orçamento da União. Acesse o Portal da Transparência.
- Combata a corrupção - a Controladoria Geral da União (CGU) não tem recursos para auditar (verificar) as contas de todos os municípios e unidades federativas, e de todos os órgãos da administração direta e indireta ao mesmo tempo. Ela criou um programa para capacitar as pessoas a entender as contas públicas e ajudar nessa fiscalização, o programa Olho Vivo no Dinheiro Público.
- Denuncie ao Ministério Público de sua região - o Ministério Público tem a função de defender os direitos dos cidadãos, de interesse público, como o uso do dinheiro público, a preservação do meio ambiente e patrimônio cultural, o funcionamento da saúde e educação. Todo cidadão que for vítima ou tiver conhecimento sobre um fato em que a sociedade tenha sido prejudicada deve denunciar.
Se tornarmos essas pequenas ações como hábitos, estaremos construindo juntos um Brasil melhor!
Seguro também é uma ferramenta para prevenir o endividamento
O período de pandemia mostrou a toda a população brasileira o quanto é difícil sobreviver diante de falta da renda e sem perspectiva de normalidade a curto prazo.
Diante disto, o que fazer com as faturas do financiamento do imóvel, assim como os boletos das escolas das crianças, o financiamento do carro, entre outros?
Com certeza, muitos procuraram reorganizar a vida financeira familiar. Dada uma situação de crise, como a que estamos vivendo, é possível, por exemplo, controlar melhor as despesas, evitando gastos desnecessários, e renegociar dívidas.
Mas, você sabia que muitas dessas situações, como uma inesperada perda de recursos financeiros, poderiam ter sido evitadas?
O seguro é um instrumento financeiro que visa proporcionar a você e sua família uma maior tranquilidade em caso de situações indesejadas.
Como, por exemplo, o Seguro Prestamista que tem a função de garantir o pagamento de uma indenização para a quitação, amortização ou até o pagamento de um determinado número de parcelas de uma dívida contraída pelo segurado.
Já o Seguro Habitacional visa a quitação de dívida do segurado correspondente ao saldo devedor de um financiamento imobiliário. Saiba mais detalhes sobre as coberturas deste produto!
Há também o Seguro Educacional que tem como foco auxiliar o custeio das despesas com a educação do estudante, em razão da ocorrência dos riscos cobertos pelo plano contratado, como, por exemplo, morte, invalidez e desemprego do responsável financeiro pelo pagamento de tais gastos.
São muitos os produtos disponibilizados pelo setor de seguros e que podem atender a diversas situações. O importante é você ter informação, consumidor! Assim, você e sua família podem se prevenir melhor contra dificuldades inesperadas e indesejáveis.
Informe-se melhor para tomar decisões mais conscientes e que atendem às suas reais necessidades.