FNE acompanha debate sobre monitoramento das metas do novo PNE na Câmara dos Deputados
11 de julho de 2025
O Fórum Nacional de Educação (FNE) tem acompanhado de forma atenta e sistemática as
discussões sobre o Projeto de Lei (PL) nº 2614/2024, novo Plano Nacional de Educação,
em especial aquelas que dizem respeito ao monitoramento das metas e à estrutura de
avaliação. Nesta terça-feira (8), o tema foi debatido em audiência pública promovida pela
Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o PL, com a participação de
especialistas, representantes de órgãos de controle e instituições ligadas à educação.
Durante o encontro, foi consenso entre os participantes que o monitoramento das metas do
novo PNE não deve adotar um viés punitivo, mas sim funcionar como instrumento de
correção de rumos e fortalecimento das políticas educacionais. A deputada Tabata Amaral
(PSB-SP), presidente da comissão, destacou que o desafio é estabelecer um modelo que
promova a corresponsabilização sem penalizar gestores ou retirar recursos dos entes
federados. “O PNE precisa ser encarado como um plano estratégico, e não como uma mera
lista de desejos”, afirmou.
Para o superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, é fundamental
calibrar corretamente os mecanismos de responsabilização. Segundo ele, o medo de
punições pode levar os gestores a evitarem compromissos com metas mais ambiciosas.
“Sistemas de sanção não produzem melhoria na qualidade dos serviços nem adesão dos
gestores”, alertou.
O FNE reconhece a importância da construção de mecanismos avaliativos que não apenas
mensuram o desempenho, mas que também apoiem a identificação de causas e soluções
para os problemas enfrentados pela educação pública. Nesse sentido, o Fórum reforça seu
papel histórico de articulação entre os entes federados e a sociedade civil, defendendo que
o acompanhamento do PNE seja pautado pelo princípio da gestão democrática e da
cooperação federativa, conforme previsto na Constituição Federal e nas diretrizes do
próprio Plano.
A necessidade de estruturas avaliativas robustas e integradas foi também ressaltada por
representantes do Ministério Público e de tribunais de contas, que reforçaram a importância
de normas claras de responsabilização institucional, sem perda de foco nos compromissos
educacionais. Já a representante do Inep, Alvana Bof, alertou para a ausência de bases de
dados detalhadas sobre populações específicas, como indígenas, quilombolas, pessoas
com deficiência, e para a urgência de financiamento adequado à produção e análise desses
dados.
O FNE continuará acompanhando as audiências públicas e os desdobramentos do
processo legislativo, reafirmando seu compromisso com a defesa de uma educação pública
de qualidade social, com equidade e efetiva participação social.
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