INSA/MCTI contribui com conhecimentos científicos para Programa Recaatingar, iniciativa nacional de combate à desertificação

Publicado em 03/06/2026 08:33Modificado há 7 horas
Compartilhe:
Foto de card principal com placa sobre  o programa de recaatingamento.
A Comunidade Tradicional de Fundo de Pasto de Malhada da Areia, em Juazeiro (BA), é uma das 40 comunidades baianas que aplicaram o recaatingamento | Foto: Feijão Almeida / Governo da Bahia

O Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) está entre as instituições parceiras do Programa Recaatingar, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que será lançada com a meta de recuperar 10 milhões de hectares da Caatinga até 2045.

A contribuição do INSA ocorre por meio de pesquisas e ações voltadas à recuperação de áreas degradadas, ao manejo sustentável da vegetação nativa e ao enfrentamento dos processos de desertificação que afetam o Semiárido brasileiro.

O tecnologista Aldrin M. Perez Marin, do INSA, destaca o potencial da Caatinga para a captura de carbono e a importância de estratégias de restauração ambiental adaptadas às condições do Semiárido. Segundo ele, a recuperação da vegetação nativa representa uma das principais ferramentas para conter o avanço da degradação ambiental e ampliar a resiliência dos territórios diante das mudanças climáticas.

O Programa Recaatingar foi inspirado em experiências desenvolvidas por comunidades tradicionais do Semiárido, que adotam práticas de proteção e regeneração da Caatinga associadas à produção sustentável e à convivência com as condições climáticas da região.

A participação do INSA reforça o papel da instituição na geração de conhecimentos científicos e tecnológicos voltados ao desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro, contribuindo para a formulação de políticas públicas de conservação ambiental, recuperação de ecossistemas e combate à desertificação.

A iniciativa deverá beneficiar agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária e outras comunidades tradicionais, fortalecendo a preservação do único bioma exclusivamente brasileiro e promovendo melhores condições de vida para as populações do Semiárido.

Fernanda Lima.

Categorias
Ciência e Tecnologia
Compartilhe: