INSA destaca arte como expressão da identidade e da convivência com o Semiárido

O semiárido para além de sua singularidade ambiental, abriga um patrimônio artístico construído ao longo de séculos pelas mãos e pela criatividade de seus povos. A música, a literatura de cordel, a xilogravura, o artesanato em barro, madeira, couro e fibras naturais, as danças populares, os folguedos, o teatro, a poesia, a pintura, a fotografia e tantas outras expressões revelam a força de uma identidade que transforma o cotidiano do Semiárido em arte.
Nesse contexto, o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) reconhece que a valorização do Semiárido vai além da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico. Como unidade de pesquisa comprometida com a geração de soluções sustentáveis para a convivência com o Semiárido Brasileiro, o Instituto também promove iniciativas que fortalecem os saberes locais e contribuem para a preservação e a difusão da identidade cultural da região.
Ao incentivar a produção e a circulação de conteúdos que dialogam com as artes e a cultura, o INSA amplia a visibilidade de artistas, artesãos, mestres da cultura popular e demais agentes culturais que mantêm vivas as tradições do Semiárido.
Entre esses artistas está Denner Matos Roma, zootecnista, mestre em Ciência Animal, artista popular, xilogravador e poeta cordelista, natural de Tucano (BA). Em sua produção artística, une literatura de cordel, xilogravura e conhecimento científico para retratar o sertão, a Caatinga, a cultura popular e temas ligados ao meio rural. Seu trabalho valoriza a arte como instrumento de educação, preservação cultural e democratização do conhecimento, fortalecendo o diálogo entre tradição, ciência e sustentabilidade.
Em suas obras, a Caatinga ocupa lugar de destaque, revelando a força simbólica de espécies como o mulungu, o juazeiro, o umbuzeiro, a jurema-preta e tantas outras plantas que representam resistência, biodiversidade e convivência com o clima semiárido. Seus trabalhos também abordam temas fundamentais para a região, como a desertificação, a luta pela terra, a caprinocultura e o modo de vida das populações sertanejas, estabelecendo um diálogo entre arte, ciência e educação ambiental.

O INSA/MCTI aproxima a sociedade da riqueza artística da Caatinga, por meio de eventos, exposições, publicações, projetos institucionais e parcerias, evidenciando que ciência, cultura e desenvolvimento caminham juntos na construção de um Semiárido mais sustentável e reconhecido por sua diversidade. Valorizar as artes da Caatinga é também preservar a memória, fortalecer identidades e reconhecer que o conhecimento produzido pelas comunidades é parte essencial do patrimônio brasileiro.
As xilogravuras, cordéis e demais produções do artista podem ser conhecidas por meio de seu perfil no Instagram, @matosdenner onde compartilha obras que valorizam a identidade da Caatinga e o patrimônio cultural do Semiárido.
Texto: Victor Lima / Fotos: Arquivo Pessoal