Dez anos depois, Rio 2016 mostra como o Brasil transformou medalhas em legado para o paradesporto
Primeiros Jogos Paralímpicos realizados na América Latina reuniram 4.328 atletas de 160 países e marcaram a participação brasileira, com 72 medalhas

Dez anos depois de receber os Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil celebra uma competição que se tornou um marco na trajetória do paradesporto nacional. Realizados entre 7 e 18 de setembro daquele ano, no Rio de Janeiro, os Jogos foram a primeira edição realizada na América Latina e reuniram 4.328 atletas de 160 países em 22 modalidades.
A delegação brasileira terminou a competição na oitava colocação no quadro geral de medalhas, com 72 pódios: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes. O resultado superou o então recorde nacional de 47 medalhas, obtido em Pequim 2008, e representou um crescimento de 67% em relação aos 43 pódios conquistados em Londres 2012. O Brasil também ampliou de sete para 13 o número de modalidades em que conquistou medalhas.
A campanha marcou ainda a chegada do país a pódios inéditos, com as primeiras medalhas paralímpicas brasileiras no ciclismo, no halterofilismo, no vôlei sentado e na canoagem, modalidade que fazia sua estreia no programa dos Jogos. Com o desempenho, o Brasil alcançou a marca de 301 medalhas acumuladas em sua história paralímpica desde a primeira participação, em 1972.
O atletismo foi a modalidade brasileira com maior número de medalhas no Rio, com 33 pódios: oito ouros, 14 pratas e 11 bronzes. A natação também teve participação decisiva, com 19 medalhas. Entre os destaques esteve Daniel Dias, que subiu ao pódio nas nove provas em que disputou finais, conquistando quatro ouros, três pratas e dois bronzes.
No futebol de cegos, o Brasil manteve a hegemonia e conquistou o quarto título paralímpico consecutivo. A seleção havia vencido anteriormente em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. O país também conquistou medalhas no goalball, tênis de mesa, bocha, hipismo, judô, ciclismo, canoagem, halterofilismo e vôlei sentado.
A competição também contou com grande participação do público, com mais de 2,1 milhões de ingressos vendidos. Os Jogos alcançaram mais de 4,1 bilhões de espectadores pela televisão, foram transmitidos em 154 países e geraram cerca de 5.110 horas de conteúdo esportivo.
O legado que permaneceu
Além dos resultados registrados no quadro de medalhas, os Jogos Rio 2016 deixaram estruturas que passaram a integrar o cotidiano do esporte paralímpico brasileiro. Entre elas está o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, inaugurado em maio de 2016.
Considerado um dos principais legados de infraestrutura dos Jogos, o complexo reúne espaços para treinamento e competição e atende atletas de diferentes modalidades, além de receber eventos nacionais e internacionais. O Governo do Brasil participou da construção e da equipagem do espaço, que recebeu recursos federais para sua implantação. O CT Paralímpico também abriga a sede do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Com área de aproximadamente 95 mil metros quadrados, o espaço conta com piscina coberta de dimensões olímpicas, pista de atletismo, ginásios, campos, quadras, áreas de fisioterapia e regeneração, além de alojamentos. A estrutura é utilizada tanto por atletas de alto rendimento quanto por crianças e jovens em processos de iniciação esportiva.
A consolidação de uma infraestrutura permanente contribuiu para ampliar as condições de preparação dos atletas brasileiros nos ciclos seguintes. O CT Paralímpico passou a receber treinamentos de seleções, competições nacionais e internacionais e atividades de formação, tornando-se uma referência para o desenvolvimento do paradesporto no país.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte