APOSTAS ESPORTIVAS

Audiência pública debate mercado ilegal de apostas online e proteção ao consumidor

Câmara discutiu fiscalização, integridade esportiva e diferenças entre operações autorizadas e não autorizadas

Publicado em 11/08/2026 18:42Modificado há um mês
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A Câmara dos Deputados realizou nesta terça-feira (11) audiência pública para discutir o mercado ilegal de apostas online. O debate reuniu representantes do poder público, entidades do setor e especialistas e tratou de temas como fiscalização de plataformas não autorizadas, proteção do consumidor, tributação, meios de pagamento e integridade das competições esportivas.

Entre os participantes estavam representantes dos ministérios do Esporte e da Fazenda e do Tribunal de Contas da União (TCU), além de representantes de entidades do setor e especialistas.

Um dos temas discutidos foi a diferença entre empresas autorizadas a operar apostas de quota fixa no Brasil e plataformas que não possuem autorização federal.

Desde 1º de janeiro de 2025, somente empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, podem operar nacionalmente. Os sites autorizados utilizam o domínio .bet.br.

Fiscalização e proteção do consumidor

O acompanhamento das transações financeiras e a identificação de operações realizadas por plataformas não autorizadas também estiveram entre os assuntos debatidos.

As regras brasileiras para apostas de quota fixa estabelecem medidas de proteção ao consumidor e jogo responsável, além de mecanismos de identificação dos usuários e de prevenção ao acesso de menores de 18 anos.

A legislação também prevê medidas relacionadas aos meios de pagamento utilizados por operadores não autorizados. O Decreto nº 13.033/2026 regulamenta dispositivos da legislação sobre apostas de quota fixa relacionados à interrupção de fluxos financeiros destinados a operações ilegais.

Integridade esportiva

A relação entre apostas e integridade esportiva foi outro tema da audiência. A discussão envolve mecanismos de prevenção, identificação e enfrentamento de situações que possam comprometer a regularidade das competições, incluindo a manipulação de resultados.

Em 2026, foi instituída a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos, que estabelece diretrizes para prevenção, monitoramento e enfrentamento de práticas que possam afetar a integridade das competições.

O tema também integra as normas aplicáveis ao mercado de apostas de quota fixa e à atuação dos operadores autorizados.

Comparativo entre operadores autorizados e não autorizados

diferença entre mercados de apostas

Aspecto

Operadores autorizados

Operadores não autorizados

Autorização

Possuem autorização federal para operar apostas de quota fixa.

Não possuem autorização federal para operar nacionalmente.

Domínio

Utilizam o domínio .bet.br.

Operam fora do domínio autorizado pelo regime federal.

Fiscalização

Estão sujeitos às regras de autorização, monitoramento e fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas.

Não estão submetidos ao regime federal de autorização e fiscalização.

Proteção ao consumidor

Devem cumprir as regras de jogo responsável e atendimento ao apostador.

Não estão submetidos às mesmas obrigações previstas para os operadores autorizados.

Menores de 18 anos

Devem adotar mecanismos para impedir cadastro e apostas de menores.

Não estão submetidos aos mecanismos previstos no regime federal de autorização.

Integridade esportiva

Estão sujeitos às regras de prevenção e enfrentamento à manipulação de resultados.

Não estão submetidos às mesmas obrigações previstas para operadores autorizados.

Tributação

Estão sujeitos às regras tributárias e às destinações previstas na legislação.

Não integram o regime de recolhimento e destinação previsto para os operadores autorizados.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

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Cultura, Artes, História e Esportes
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