Coaf e Polícia Federal assinam novo acordo no combate à lavagem de dinheiro
As duas instituições criaram um plano de trabalho que amplia a cooperação para prevenir e combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e outros crimes financeiros

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Polícia Federal deram mais um passo na integração entre inteligência financeira e investigação criminal. As duas instituições assinaram, nesta quarta-feira (1º), um plano de trabalho que amplia a cooperação para prevenir e combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e outros crimes financeiros.
O plano foi assinado pelo presidente do Coaf, Ricardo Saadi, e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e, na prática, prevê o intercâmbio de informações, a realização de estudos conjuntos, a capacitação de servidores e o desenvolvimento de mecanismos que tornem mais ágil e eficiente a cooperação entre Coaf e Polícia Federal.
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, o CEO da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participaram da cerimônia, além do do superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Sanfurgo; e servidores da PF.
O objetivo é fortalecer o uso da inteligência financeira como ferramenta de apoio às investigações e aprimorar a identificação de movimentações suspeitas e organizações criminosas.
A parceria também busca aperfeiçoar os processos de trabalho das duas instituições, aumentando a troca de conhecimentos e o compartilhamento de dados de interesse comum.
Para o diretor-geral da Polícia Federal, aapresença regional do Coaf permitirá aos órgãos de investiigação e de inteligência conhecer melhor as especificidades locais e transformar esse conhecimento em uma inteligência mais precisa, mais tempestiva e útil.
Seugundo Andrei Rodrigues, a aproximixação entre Coaf e PF ocorre em um momento especialmente importante. "O crime organizado contemporâneo não se sustenta apenas pela violência. Ele depende de contabilidade, patrimônio, empresas de fachada, redes de operadores, sistemas de pagamento, operações digitais e de mecanismos capazes de inserir recursos ilícitos na economia formal. Por isso, enfrentar seriamente o crime organizado exige identificar o fluxo que financia as estruturas criminosas, localizar seus ativos, compreender suas conexões e retirar destas organizações a capacidade econômica de continuar operando.", enfatizou ele.
" Nesse esforço, o Coaf e a Polícia Federal exercem papeis distintos, mas extremamente complementares e conectados." acrescentou.
O documento foi firmado durante a inauguração da primeira Coordenadoria Regional do Coaf, em São Paulo.
Fonte: Coaf