Serviços de saúde devem estar atentos à resistência microbiana
Assunto ganha destaque na Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos, comemorada entre 18 e 24 de novembro.
Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das 10 principais ameaças à saúde pública, a resistência microbiana é caracterizada pela capacidade de microrganismos como bactérias, fungos, parasitas e outros agentes etiológicos resistirem à ação de medicamentos antimicrobianos, o que torna os tratamentos menos eficazes ou sem efeito. Os fármacos antimicrobianos incluem antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários, ou seja, produtos amplamente utilizados na rotina dos serviços de saúde.
No Brasil, o monitoramento da resistência microbiana é feito por cerca de 1,9 mil hospitais com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Para a Anvisa, estimular a realização de ações de enfrentamento à resistência microbiana é de grande relevância porque este problema compromete não apenas os pacientes, mas toda a população, pois prejudica o tratamento de infecções de modo geral, aumentando a morbidade e a mortalidade por essas causas. Também pode aumentar o período de internações e a necessidade de investimentos em novos medicamentos, que podem ter efeitos colaterais mais graves. Além dos danos à saúde, tudo isto significa mais gastos, com impacto para o governo, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a sociedade em geral.
A legislação brasileira (Portaria MS 2.616/98) determina que todos os hospitais do país implementem um Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), que é um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade dessas infecções.
Pandemia
Vários fatores que foram agravados pela pandemia favorecem o aumento no número de Iras associadas à utilização de dispositivos invasivos, como cateteres e ventilação mecânica, e a disseminação de microrganismos multirresistentes nos serviços de saúde.
Mobilização global
O objetivo é mobilizar formuladores de políticas, gestores de serviços de saúde, profissionais de saúde e o público em geral em torno do tema, promovendo o reconhecimento do problema e a conscientização sobre a resistência microbiana aos antimicrobianos. Todos os anos, a Anvisa apoia a iniciativa, integrando os esforços de mobilização e de divulgação de informações sobre o assunto.
Para marcar a semana, as instituições envolvidas na mobilização são convidadas a colorir de azul-claro edifícios ou marcos das cidades para chamar a atenção para a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos.
Os participantes também são incentivados a divulgar o que é resistência microbiana, a compartilhar histórias sobre suas consequências e a demonstrar como as ações de indivíduos, de famílias, de profissionais de diversas áreas, de instituições e de comunidades podem ajudar a combater a disseminação da resistência microbiana e incentivar a mudança de comportamento em relação ao uso de antimicrobianos.
Links da OMS:
Informações técnicas:
Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde – este link dá acesso às publicações sobre: Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PNPCIRAS 2021- 2025); Diretriz Nacional para o Gerenciamento de Uso de Antimicrobianos; boletins com dados de infecção e resistência microbiana; Caderno 10 de Segurança do Paciente: Prevenção da disseminação de microrganismos multirresistentes em serviços de saúde; Cadernos de Microbiologia.
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