OMS aprova o uso emergencial da vacina da Sinopharm
Com a decisão de hoje, imunizante poderá ser incluído no consórcio Covax Facility.
A vacina da Sinopharm é produzida a partir de um vírus inativado, o método mais tradicional e conhecido para a fabricação de imunizantes. Isto também significa que é um produto fácil de armazenar e distribuir, sem requerer condições extremas de temperatura para a sua conservação. Uma novidade é que os frascos da Sinopharm usam um pequeno adesivo que muda de cor quando a vacina é exposta ao calor, permitindo que os profissionais de saúde vejam se a vacina pode ser usada com segurança.
Com a inclusão do produto da Sinopharm no Covax Facility, o número de vacinas que podem ser aplicadas no Brasil chegará a sete.
Brasil integra o consórcio de países
O Covax Facility é uma aliança internacional conduzida pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e a produção de vacinas contra Covid-19 e garantir o acesso igualitário à imunização. Mais de 150 países aderiram à iniciativa. A admissão do Brasil, que foi assinada em 25/09, inclui o acesso a 42,5 milhões de doses.
O recebimento das vacinas distribuído pelo Covax Facility foi facilitado pela aprovação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 465, do dia 9 de fevereiro, que agiliza a importação de vacinas no âmbito desta aliança internacional:
"A proposta tem por objetivo deixar clara a dispensa de registro ou da autorização temporária de uso emergencial para as vacinas importadas pelo Ministério da Saúde provenientes da iniciativa global Covax Facility", afirmou a diretora Meiruze Freitas na ocasião.
As vacinas poderão ser distribuídas ao Plano NacionaI de Imunização (PNI) após avaliação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), órgão vinculado à Fiocruz.
As primeiras doses da vacina contra Covid-19 fornecida pelo consórcio Covax Facility desembarcaram no Brasil no dia 21 de março.