ANSN destaca controle regulatório e desafios da proteção radiológica em workshop sobre NORM
Especialistas da Autoridade abordaram requisitos de fiscalização, gestão de materiais radioativos e avaliação dos riscos de exposição nos setores de petróleo, gás e mineração.

O controle regulatório de materiais naturalmente radioativos (NORM), os requisitos de proteção radiológica nas instalações e a importância de avaliar os riscos associados a diferentes cenários de exposição estiveram entre os temas destacados pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), nesta terça-feira (20), durante o primeiro dia do Workshop de NORM no Setor de Óleo, Gás e Mineração, realizado no Rio de Janeiro.
O evento, que prossegue até 22 de outubro, ocorre na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), no centro da cidade, e reúne representantes do governo, da indústria e de outras organizações ligadas aos três setores, incluindo Petrobras, Ibama e Shell.
A ANSN também esteve representada por integrantes do Gabinete da Presidência e servidores da Unidade de Poços de Caldas (UPC).
Controle regulatório e fiscalização
Na programação da manhã, a coordenadora de Exposições Existentes e Controle Mineral (COEXC), Daniela Rey, apresentou os principais aspectos do controle regulatório voltado à proteção radiológica em atividades que envolvem NORM.
A especialista destacou o trabalho de fiscalização realizado pela Autoridade em instalações de diferentes regiões do país, além dos requisitos estabelecidos para o acompanhamento das atividades e a gestão segura desses materiais.
“As instalações precisam ter o serviço de proteção radiológica e nos entregar um plano de gestão de NORM, uma documentação bastante simplificada. Além disso, sempre solicitamos um relatório anual, para que façamos um acompanhamento das atividades da empresa, além de requisitos para renovação, solicitando que as mudanças relevantes nos sejam comunicadas”, explicou.
Avaliação dos riscos e cenários de exposição
No período da tarde, Alexandre Oliveira, coordenador do Grupo de Trabalho de NORM do Petróleo, abordou a utilização atual desses materiais na indústria e os desafios relacionados à ampliação de seu aproveitamento.

Durante a apresentação, ressaltou que a avaliação dos riscos radiológicos deve considerar não apenas as características do material, mas também sua aplicação, o volume envolvido e as condições em que pode ocorrer a exposição de trabalhadores e outras pessoas.
“O mesmo material pode apresentar impactos radiológicos distintos, dependendo da sua aplicação. Ou seja, se eu tenho um material contaminado, precisamos levar em consideração vários fatores, como por exemplo o risco, se ele é baixo ou alto, além do cenário de exposição, pois se precisa pensar em quantas pessoas estão circulando e também no volume do material”, afirmou.
As duas apresentações evidenciaram a importância de uma abordagem regulatória que considere as particularidades de cada atividade, associando fiscalização, gestão adequada dos materiais e avaliação dos cenários de exposição para garantir a proteção radiológica de trabalhadores, do público e do meio ambiente.
"Gestão eficiente do NORM para avançar o setor"