Investigação de casos ajuda a orientar ações contra a sífilis neste Outubro Verde
Webinário da SVSA reuniu cerca de 900 profissionais para discutir como informações dos casos podem orientar o cuidado
Identificar um caso de sífilis é o primeiro passo para compreender como ocorreu a infecção e verificar se a pessoa teve acesso ao tratamento e ao acompanhamento necessários. A partir dessas informações, os serviços de saúde também podem avaliar se as parcerias sexuais foram testadas e, no caso das gestantes, se o pré-natal foi realizado de forma adequada. Esse acompanhamento ajuda a identificar situações que precisam de atenção e a orientar medidas para prevenir novos casos.
O tema foi discutido nesta terça-feira (6), durante o webinário “Vigilância da sífilis em ação: desafios e aprendizados a partir da investigação de casos”, promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA). Transmitida pelo canal da secretaria no YouTube, a atividade reuniu cerca de 900 profissionais e gestores de saúde de diferentes regiões do país.
A investigação epidemiológica ajuda a compreender as circunstâncias relacionadas a cada diagnóstico registrado. A partir das informações coletadas pelos serviços de saúde, é possível verificar se a pessoa teve acesso ao teste, iniciou e concluiu o tratamento e recebeu o acompanhamento necessário. A análise também permite identificar situações relacionadas ao atendimento e à transmissão da infecção que podem exigir medidas específicas.
Informação que orienta o cuidado
A sífilis pode não apresentar sintomas. Por isso, a testagem é uma medida importante para identificar a infecção, iniciar o tratamento oportunamente e acompanhar a evolução do caso.
Quando são identificadas dificuldades no atendimento, como atraso no diagnóstico, interrupção do tratamento ou falhas no acompanhamento, as informações reunidas permitem aos serviços compreender as circunstâncias envolvidas e definir as medidas necessárias de acordo com a realidade de cada território.
Durante o webinário, foram apresentados exemplos de investigação de casos de sífilis adquirida e de transmissão vertical, quando a infecção é transmitida da gestante para o bebê durante a gestação ou o parto. As experiências mostraram como a análise das informações de cada situação pode contribuir para identificar pontos que precisam de atenção nos serviços de saúde.
A atividade integrou a programação do Outubro Verde, mês dedicado à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e à vigilância da sífilis, com atenção às ações para a eliminação da transmissão vertical da sífilis como problema de saúde pública.
Para Pâmela Cristina Gaspar, coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis (CGIST/DATHI/SVSA/MS), a investigação reúne informações que ajudam a compreender as circunstâncias relacionadas ao acesso ao diagnóstico, ao tratamento oportuno e ao acompanhamento das pessoas.
“A investigação permite compreender o que aconteceu em cada caso, identificar oportunidades de prevenção, orientar o cuidado e compreender as vulnerabilidades que envolvem a infecção. A partir da informação produzida no território, podemos reconhecer as necessidades e orientar as ações de vigilância e assistência”, afirmou.
Saiba mais: Saúde de A a Z – Sífilis
Outubro Verde
O Outubro Verde é a campanha nacional dedicada à conscientização, à prevenção e à resposta à sífilis e à sífilis congênita. A programação tem como referência o terceiro sábado de outubro, instituído como o Dia Nacional de Enfrentamento à Sífilis e à Sífilis Congênita.
Ao longo do mês, o Ministério da Saúde realiza atividades voltadas à discussão de temas relacionados à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e à vigilância da sífilis. Entre as ações estão webinários promovidos pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS).
Agenda de webinários
13/10, às 10h30 – Sífilis no Brasil: desafios e estratégias para ampliar o acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento
20/10, às 10h30 – Diagnóstico em sífilis: detectar para tratar e curar
27/10, às 10h30 – Prevenção da transmissão vertical de sífilis
João Moraes
Ministério da Saúde