Tecnologia inovadora contribui para a reintrodução do algodão no Equador

Técnica expande as oportunidades de subsistência para as comunidades rurais.

Publicado em 01/12/2022 00:00Modificado em 15/07/2024 18:36
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A Associação Comunitária de Mulheres de Tosagua (AMUCOMT), no Equador, está na vanguarda de iniciativa pioneira para relançar a produção de algodão no país. A iniciativa está ajudando a transformar, de modo especial, a vida de 127 mulheres trabalhadoras rurais daquela zona.

A reintrodução do algodão conta com o apoio do projeto de cooperação técnica +Algodão, coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério da Agricultura e Pecuária do Equador.

O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável do algodão e, por conseguinte, aumentar a renda, a autonomia e a subsistência de agricultores familiares. Seguindo o modelo de experiências bem-sucedidas no Brasil, o projeto faz a rotação de algodão com culturas tradicionais, como amendoim, mandioca e milho, aumentando a resiliência e adaptabilidade do solo às mudanças climáticas, além de gerar alimentos que podem ser consumidos pelos pequenos produtores do país.

Outro avanço possibilitado pelo Brasil ocorreu mediante a doação, no âmbito do projeto + Algodão, de uma “mini-usina de descaroçamento” - atualmente a única no país. A mini-usina permitirá à comunidade produzir algodão de forma autônoma, sem depender de grandes descaroçadoras - a última remanescente no Equador fechou no início da pandemia da COVID-19.

As mulheres da AMUCOT acreditam que esse equipamento oferece a possibilidade delas abrirem as suas próprias oficinas de costura e elaborarem produtos com maior valor agregado — como roupas — e a venda das sementes como ração.

A reativação da produção de algodão na comunidade fortalecerá ainda mais o trabalho dessas mulheres que, desde a criação da associação em 2005, têm desempenhado um papel fundamental na economia local e na comunidade como agentes de mudança social, o que as torna modelos para outras mulheres da região.

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