Produtores Moçambicanos aumentam renda como resultado de projeto de cooperação técnica

Projeto na Bacia do Shire Zambeze traz benefícios para produtores familiares

Publicado em 05/03/2020 00:00Modificado em 19/04/2023 11:48
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O programa de produção de sementes de algodão, que acontece no âmbito do projeto de cooperação técnica

“Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro nas Bacias do Baixo Shire e Zambeze”

, coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), está transformando a vida dos produtores familiares de Moçambique.

Executado tecnicamente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) , em parceria com o Instituto do Algodão de Moçambique (IAM) , o projeto acontece nas províncias de Manica e Tete, desde 2016, e já rendeu aos produtores envolvidos uma arrecadação de mais de 1,7 milhão de meticais, moeda local equivalente a US$ 26 mil. Os agricultores têm produzido em torno de 800 a 1300 kg por hectare, com um rendimento máximo histórico atingido de mais de 3 mil kg/ha. Esses números estão acima da média nacional que é de 550 kg/ha.

Na presente campanha 2019-20, o projeto conta com uma área total de 36.5 hectares, distribuídos entre 19 produtores nos distritos de Báruè e Guro, que ficam na província de Manica, e Cahora Bassa, Mágoè e Moatize, regiões da província de Tete.

Atualmente, os campos encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, emissão de botões florais e floração, com uma altura que varia de 15 a 40 cm. No final de novembro e dezembro de 2019, os campos foram semeados com a utilização de técnicas difundidas no âmbito do projeto de cooperação com o Brasil, pelos especialistas da EMBRAPA.

As demonstrações das praticas brasileiras são realizadas na Unidade de Transferência de Tecnologias e Demonstração (UTTD), que tem como objetivo  mostrar, na prática, as diferentes técnicas de plantio do algodão, o efeito da densidade de plantas e o controle de pragas usando diferentes métodos, além do ensaio de competição e adaptabilidade de diferentes variedades de algodão.

Fonte: Com informações do Instituto do Algodão de Moçambique (IAM)

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