Países de língua portuguesa celebram acordo para fortalecimento das políticas de gênero

As maiores autoridades da Política de gênero da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), estiveram reunidos em Brasília, para celebrar um acordo de cooperação mútua. O tema foi tratado na
V Reunião de Ministras e Altas Autoridades para Igualdade de Gênero da CPLP, que aconteceu nesta segunda-feira (30) e terça-feira (31) na cidade.
Participaram do encontro autoridades de Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guine Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
No primeiro dia do encontro, reuniões técnicas debateram temas como o empoderamento das mulheres e meninas do campo, da floresta e das águas, educação para prevenção da violência, e desafios para implementação da legislação.
No segundo dia, as ministras conheceram a Casa da Mulher Brasileira . Em seguida, foi realizado um almoço com a Rede de Mulheres Parlamentares da AP-CPLP.
Para encerrar o encontro, foi assinado um Memorando de Entendimento entre a ONU Mulheres e a CPLP. Este documento formalizou a parceria e participação da Comunidade nas discussões de políticas de gênero da ONU, em especial da Reunião da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW). A participação da CPLP enquanto grupo na CSW foi uma defesa do Brasil, na última reunião, realizada em março deste ano, em Nova Iorque. Esta ação é um importante marco para o reconhecimento da Comunidade e na construção das políticas de gênero nas agências da ONU.
Os termos do acordo foram baseados no Plano de Ação aprovado durante a reunião para os próximos quatro anos. O documento apresenta 10 eixos prioritários, com temas, tais como empoderamento econômico das mulheres, enfrentamento à violência, saúde sexual e saúde reprodutiva e harmonização da legislação nacional.
“Esse é um marco nas relações da CPLP. Uma importante vitória da presidência Pro Tempore brasileira que irá abrir caminhos para o fortalecimento das políticas para as mulheres dos países de língua portuguesa” , ressaltou a secretária Fátima Pelaes.
Durante os próximos dois anos, o Brasil irá coordenar a cooperação, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) .
Fonte: SPM



