Mulheres de Guiné-Bissau e Brasil promovem intercâmbio de saberes ancestrais em comunidade do Quilombo Kalunga, em Goiás

Publicado em 18/06/2026 15:17Modificado há 3 dias
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Território Quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO)
Território Quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO)

Entre os dias 22 e 26 de junho, mulheres agricultoras, técnicas e pesquisadoras da Guiné-Bissau e do Brasil participarão do intercâmbio “Diálogos e Saberes Ancestrais: Caminhos entre Guiné-Bissau e Brasil”, iniciativa que busca fortalecer a troca de conhecimentos sobre práticas sustentáveis de produção de alimentos e segurança alimentar e nutricional, valorizando o protagonismo feminino e os saberes tradicionais.

A atividade será realizada na Comunidade Kalunga Engenho II, localizada no Território Quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO), considerado o maior território quilombola do Brasil. O intercâmbio reunirá lideranças comunitárias, agricultoras, pesquisadoras e representantes de instituições parceiras em uma programação voltada ao compartilhamento de experiências sobre tecnologias socioterritoriais, artesanato, preservação cultural, produção de alimentos e formas de organização comunitária.

A delegação da Guiné-Bissau será composta por agricultoras vinculadas a iniciativas de desenvolvimento comunitário em diferentes regiões do país, além de profissionais da organização não governamental Tiniguena, que atua na promoção do desenvolvimento sustentável e na valorização dos conhecimentos tradicionais. Durante a visita, as participantes conhecerão experiências conduzidas por mulheres quilombolas do território Kalunga e participarão de rodas de conversa, visitas de campo e atividades de intercâmbio cultural.

A missão terá início em Brasília, no dia 22 de junho, com reuniões na Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA). Os encontros contribuirão para o intercâmbio de experiências e para o diálogo sobre políticas públicas, agricultura familiar e iniciativas voltadas à promoção da segurança alimentar e nutricional.

O intercâmbio integra as ações do projeto “Ecossistema de Tecnologias Socioterritoriais Afro-Brasileiras em Agroecologia e Segurança Alimentar e Nutricional”, coordenado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

A iniciativa conta com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por intermédio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES), e tem como objetivo promover a construção e a circulação de conhecimentos entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa, fortalecendo redes de cooperação voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Ao aproximar mulheres agricultoras de diferentes territórios e realidades, o intercâmbio contribui para a valorização de práticas ancestrais, para o fortalecimento de tecnologias socioterritoriais e para a construção de pontes entre comunidades tradicionais afro-brasileiras e africanas, tendo o diálogo de saberes como instrumento para a promoção do desenvolvimento inclusivo e sustentável.

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Comunicações e Transparência Pública
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