Colaboração com o Brasil reduz mortalidade infantil em Moçambique

Publicado em 26/10/2018 00:00Modificado em 28/09/2023 15:48
Compartilhe:

Com parceria desde 1984, quando assinaram um acordo de cooperação que embasa a colaboração entre as duas nações, Brasil e Moçambique promovem dezenas de projetos em conjunto. O "Programa de Reanimação Neonatal de Moçambique", por exemplo, teve início em 2016. De lá para cá, o programa, que já está em sua segunda fase, formou 303 médicos e enfermeiros moçambicanos.

Pediatra neonatologista em Moçambique, Sônia Bandeira participou de uma formação para profissionais da saúde no Brasil. De acordo com ela, a partir das técnicas aprendidas com os especialistas brasileiros, tem sido possível reduzir a mortalidade de recém-nascidos no país. " Uma das estratégias que nós fizemos foi colocar mais enfermeiras nas salas de parto ", conta. Do lado brasileiro, a iniciativa foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) , em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) .

Meta da ONU

Moçambique é um dos 75 países em desenvolvimento do ranking da Nações Unidas cuja meta é diminuir a morbimortalidade infantil. Com esse objetivo em vista, a SBP,  em parceria com a Associação Moçambicana de Pediatras, elaborou o plano de capacitação, estruturação e consolidação do Programa de Reanimação Neonatal.

Para a pediatra moçambicana, Nilza Mussagy, a cooperação Brasil-Moçambique é “extraordinária”. Para ela, o português como língua oficial e a desenvoltura dos profissionais brasileiros ajudam a derrubar barreiras. " Qualquer dificuldade que tenhamos, os médicos brasileiros dizem que tem um jeito para resolver. O ‘jeitinho brasileiro’ é uma mão na roda para essa cooperação ”, comenta.

Treinamento

Para o programa entrar em funcionamento, pediatras receberam treinamento em reanimação neonatal no Hospital Central de Maputo (HCM) . Na ocasião, a SBP compartilhou conhecimentos relativos aos cuidados com o bebê recém-nascido, o seu transporte e a estabilização imediata após a reanimação, além de técnicas de ressuscitação cardiorrespiratória.

A Presidenta da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP) , Maria do Carmo Barros Melo, considera a cooperação fundamental para o sucesso do programa. “ Nosso objetivo é, por meio do auxílio na capacitação dos médicos e enfermeiros que atuam em salas de parto, reduzir a asfixia neonatal e, consequentemente, a mortalidade infantil ”, explica.

Autor: Comunicação/ Agência Brasileira de Cooperação (ABC)

Fonte: www.brasil.gov.br

Categorias
Compartilhe: