Brasil e Zâmbia assinam novo projeto na área de cooperação em algodão

Iniciativa beneficiará cerca de 300.000 agricultores familiares

Publicado em 27/03/2024 00:00Modificado em 15/04/2024 12:18
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Foi realizada, em 27 de março último, em Lusaca, capital da Zâmbia, cerimônia de assinatura do projeto de cooperação técnica "Fortalecimento da cadeia de valor do algodão na Zâmbia”, ou “Cotton Zambia". Pelo lado zambiano, o documento foi assinado pelo Ministro da Agricultura, Reuben Mtolo Phiri; pelo lado brasileiro, pelo Embaixador do Brasil na Zâmbia, Arthur Henrique Villanova Nogueira.

A iniciativa será coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, em parceria com o governo da Zâmbia, tendo como objetivo contribuir para o desenvolvimento socioeconômico zambiano, beneficiando cerca de 300.000 agricultores familiares (ou 1 milhão de pessoas, quando consideradas as famílias de cada produtor). No total, são estimados recursos superiores a USD 1,6 milhão para o desenvolvimento do setor algodoeiro naquele país.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER-MG) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) serão as instituições brasileiras parceiras da iniciativa, que compartilharão com pequenos agricultores daquele país seu conhecimento técnico relativo à produção cotonícola, a exemplo de experiências semelhantes ocorridas em projetos realizados no Mali, em Moçambique e no Zimbábue.

Em seu discurso, o Embaixador brasileiro ressaltou que o projeto de cooperação sul-sul foi desenvolvido a pedido da Zâmbia. “A cooperação ocorre de forma horizontal, sem condicionalidades por parte do Brasil, com especial atenção à transferência de conhecimento, por meio da validação e disseminação de sistemas eficientes de produção de algodão”, sublinhou. O diplomata lembrou, ainda, que o sucesso do projeto depende do comprometimento de ambos os países na execução das ações a serem implementadas.

Áreas prioritárias

As atividades desenvolvidas pelo projeto terão como foco três áreas prioritárias, relacionadas à cadeia produtiva de algodão. A primeira refere-se à validação de sistemas de cultivo de algodão e apoio à transferência de tecnologias adequadas às condições agronômicas e socioeconômicas daquele país africano, por meio do treinamento de pesquisadores, extensionistas, técnicos locais e agricultores líderes, que poderão utilizar e disseminar tecnologias de cultivo de algodão.

A segunda área prioritária inclui o fornecimento de sementes de algodão. A terceira tem como objetivo melhorar as instalações das instituições que realizam pesquisa em algodão. Todas as etapas desse processo exigirão ações de mobilização social, que deverão ser preparadas e realizadas por instituições locais sob a liderança da “Junta do Algodão da Zâmbia”.

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