Agencias de cooperação ibero-americanas reúnem-se em Buenos Aires

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), participou, nos dias 29 e 30 de novembro passado, das "Primeiras Jornadas de intercâmbio de experiências e boas práticas entre agências de cooperação internacional do espaço ibero-americano".
R ealizado na cidade de Buenos Aires , o evento foi organizado pela Agência Argenti na d e Cooperação Internacional e Assistência Humanitária - Capacetes Brancos em parceria com a Agência Chilena de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AGCID) e a Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB). O encontro cont ribuiu para a troca de experiências e de boas práticas em Cooperação Sul-Sul e Trilateral para o fortalecimento das agências de cooperação internacional no espaço ibero-americano . O diálogo abordou temas como a avaliação de impacto , os desa fios e as oportunidades da cooperação descentralizada e, ainda, a integração entre a c ooperação técnica e a cooperação humanitária.
A delegação brasileira foi chefiada pelo Ministro José Solla , Coordenador-Geral de Cooperação Humanitária da ABC, que participou diretamente da sessão de trabalho sobre "Intercâmbio sobre a integração da assistência humanitária e da cooper ação internacional na ação das a gências". O Gerente d a Coordenação- G eral de Cooperação Técnica e Parcerias com Países Desenvolvidos da ABC , André Luiz Galvão, participou da sessão “Intercâmbio sob re desafios e oportunidades da cooperação d escentralizada”. Também representou o P aís o Coordenador de Políticas e Fundos de Desenvolvimento da Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, Luiz Maurício de Araújo Navarro, contribuindo para o debate na sessão "Intercâmbio de experiências, desafios e modalidades vinculadas a mecanismos inovadores de cooperação".
Das discussões, identificou-se a necessidade de consolidar as ações de cooperação internac ional na região ibero-americana e de aprofundar o intercâmbio de boas práticas, metodologias de monitoramento e avaliação, com mensuração do impacto efetivo das ações implementadas. Sublinhou-se que a horizontalidade foi reivindicada como critério de trab alho e reconhecimento entre as a gências e os países para sustentar a perspectiva promovida desde o Sul G lobal , que se orienta pelos princípios da c ooperação Sul-Sul.
Ademais, constatou-se o valor das estratégias comuns de acesso a recursos externos para projetos dos chamados países de "renda média" , que enfrentam dificuldades para financiar suas ações de cooperação . A melhor articulação entre os países ibero-americanos tem o potencial de gerar respostas céleres e de longo prazo.
Houve consenso de que a cooperação técnica e a cooperação humanitária são forma s de cooperação para o desenvolvimento, devendo ser articuladas para aumentar as capacidades existentes e necessárias para uma cooperação i nternacional que alcance as metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas .