FUTEBOL FEMININO

Governo do Brasil e CBF lançam campanha com jogadores da Seleção Brasileira contra a violência às mulheres

Apresentada na Arena Pernambuco, antes do amistoso Brasil x Argentina, campanha Papo de Homem marca também o lançamento do Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina 2027

Publicado em 13/10/2026 19:19Modificado há 12 dias
Compartilhe:

Os Ministérios do Esporte e das Mulheres, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), lançam nesta terça-feira (13), na Arena Pernambuco, em Recife (PE), a campanha “Papo de Homem – No futebol, a violência não entra em campo”. A iniciativa reúne jogadores da Seleção Brasileira, como Vini Jr e Endrick, e torcedores em uma mensagem dirigida aos homens sobre a responsabilidade na prevenção e no enfrentamento à violência contra as mulheres.

A apresentação ocorre antes do amistoso entre as seleções femininas do Brasil e da Argentina e marca também o lançamento do Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, que estabelece quatro eixos de atuação para ampliar a participação, os direitos, a segurança e as oportunidades de meninas e mulheres no futebol.

O vídeo da campanha conta com a participação de Vini Jr., Estevão, Matheuzinho, Endrick, Gabriel Bontempo, Douglas Luiz, Breno Bidon, Vanderson, Rayan, Pedro Morisco e Hugo Souza. Também participam os torcedores Vitor Toledo França, Lucas Monteiro, Michel, Falcão, Marco Polo e Antônio Carlos.

A peça será exibida no telão da Arena Pernambuco antes do início da partida e novamente no intervalo. Além de estimular a reflexão sobre comportamentos e atitudes, a campanha reforça os canais de atendimento às mulheres em situação de violência: Ligue 180, para orientação e denúncia, e 190, para situações de emergência.

Futebol como espaço de prevenção à violência

A campanha utiliza o alcance do futebol para envolver homens, torcedores, atletas e instituições esportivas na prevenção da violência contra as mulheres. A proposta é estimular mudanças de comportamento e reforçar que agressões, ameaças, discriminação e outras formas de violência não podem ser toleradas dentro ou fora dos ambientes esportivos.

Para o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, a mobilização do futebol permite levar essa mensagem a diferentes públicos.

“O futebol tem uma capacidade enorme de mobilizar pessoas, e queremos usar essa força para dizer que a violência contra as mulheres não pode ser tolerada. Os homens precisam fazer parte dessa mudança, dentro e fora dos estádios. Queremos que o Mundial deixe muito mais do que grandes jogos. Queremos que represente mais oportunidades, segurança, respeito e direitos para meninas e mulheres em todo o Brasil”, destacou o ministro.

A iniciativa é resultado da parceria entre os Ministérios do Esporte e das Mulheres e a CBF, com o objetivo de ampliar o alcance das ações de conscientização e incentivar a participação dos homens no enfrentamento à violência. Além do ministro, participaram da apresentação a secretária extraordinária da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, Juliana Agatte; a secretária executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Naves e representante da CBF.

Plano Nacional do Legado da Copa Feminina 2027

A apresentação da campanha marca também o lançamento do Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027. O documento busca transformar a mobilização em torno do Mundial, que será realizado no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em ações e políticas com continuidade para meninas e mulheres.

Com alcance nacional, o Plano não se restringe às oito cidades-sede da competição e está organizado em quatro eixos:

● Acesso, participação e permanência: ampliação das oportunidades para meninas e mulheres ingressarem e permanecerem nas atividades esportivas.

● Desenvolvimento esportivo, profissionalização, formação e liderança feminina: incentivo à formação e à presença de mulheres nas diferentes funções do futebol.

● Segurança, direitos e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao racismo: promoção de ambientes esportivos seguros e enfrentamento às diferentes formas de discriminação.

● Visibilidade, potencial econômico e transformação cultural: valorização do futebol feminino e ampliação de suas oportunidades de desenvolvimento.

A campanha Papo de Homem está diretamente relacionada ao eixo de segurança e direitos e representa uma ação de mobilização pública vinculada à agenda de legado da Copa.

Acesse o Plano de Legado na íntegra

Lei do Futebol Feminino reforça proteção e direitos

Sancionada em setembro de 2026, a Lei do Futebol Feminino estabelece diretrizes para o desenvolvimento da modalidade no Brasil, incluindo medidas de proteção à integridade física e psicológica das mulheres, prevenção da discriminação e enfrentamento à violência.

A legislação também prevê a elaboração de protocolos de proteção, em articulação com entidades esportivas e órgãos competentes, e estabelece diretrizes relacionadas à formação, à profissionalização e à ampliação da participação feminina no futebol.

SERVIÇO À POPULAÇÃO

Mulheres em situação de violência podem buscar orientação e registrar denúncias pelo Ligue 180, serviço de atendimento à mulher. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Categorias
Cultura, Artes, História e Esportes
Compartilhe: