Instituto Nacional da Mata Atlântica aprova três projetos que destinam mais de 400 mil reais para o Museu de Biologia Professor Mello Leitão
Projetos foram aprovados em edital da Fapes que destina verbas de custeio e capital para espaços científicos-culturais

Três projetos do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) foram contemplados com recursos de edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) destinado à implantação, estruturação, modernização, manutenção e expansão de espaços científico-culturais. O resultado final foi divulgado na última sexta-feira (14/08).
O projeto “Revitalização do Jardim Botânico do INMA como Espaço Científico-Cultural: integrando coleções vivas, educação científica e valorização da flora nativa da Mata Atlântica”, foi contemplado com 143 mil reais. “Com este projeto, queremos fortalecer o Jardim Botânico do INMA como um espaço de encontro entre ciência, conservação e sociedade. Vamos revitalizar espaços que abrigam importantes coleções vivas da flora da Mata Atlântica, além de criar um canteiro sensorial e um pomar de espécies frutíferas nativas. Esses espaços serão enriquecidos com recursos interpretativos e integrados às atividades educativas do Instituto, permitindo que os visitantes conheçam melhor a diversidade das plantas, suas relações ecológicas e seus usos, reconhecendo e valorizando a biodiversidade da região onde vivem”, explica o pesquisador do INMA, Paulo Gonella.
O projeto “Zoológico do MBML-INMA: modernização e inovação para promoção da ciência, conservação e educação”, foi contemplado com 141 mil reais. “Esse projeto propõe a modernização da infraestrutura e da comunicação expositiva do Zoológico, por meio da qualificação dos recintos existentes, implantação de recursos educativos digitais interativos, estruturação de uma exposição permanente no ofidiário, além da aquisição de equipamentos para manutenção e manejo, assegurando o bem-estar dos animais sob cuidados humanos, ao mesmo tempo em que amplia a experiência dos visitantes ao nosso instituto”, diz a pesquisadora do INMA, Flávia Chaves.
A proposta “Trilha dos Polinizadores do MBML: educação, ciência cidadã e conservação da uruçu capixaba (Melipona capixaba)” recebeu 131 mil reais. “Com esse recurso, pretendemos ampliar o espaço e a infraestrutura da trilha, dando maior destaque à conservação dos polinizadores — grupo vital para a nossa sobrevivência. A uruçu capixaba receberá atenção especial, por ser uma espécie ameaçada e de importância fundamental para o estado. Além disso, buscamos tornar a trilha um espaço educativo acessível a diferentes públicos. Está prevista, por exemplo, a confecção de exemplares de flores e insetos em modelos 3D (três dimensões), que poderão ser explorados por meio do toque, ampliando as possibilidades de interação e aprendizagem”, explica a pesquisadora do INMA, Juliana Hipólito.
Criado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi, o Museu de Biologia Professor Mello Leitão é a unidade central do INMA. Localizado no centro de Santa Teresa, o Museu recebe mais de 115 mil visitantes por ano e é um importante centro de popularização científica sobre as pesquisas desenvolvidas acerca do bioma Mata Atlântica. O Museu de Biologia Professor Mello Leitão funciona de terça-feira a domingo das 8h às 17h e a entrada é gratuita.