Servidores compartilham experiências internacionais em mais um seminário realizado pela ANSN
Agenda mensal reforça objetivo da Autoridade com a transparência e divulgação de conhecimentos nas áreas de segurança nuclear, radioproteção e pesquisa

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) realizou, na sexta-feira (16), mais uma edição de sua programação mensal de seminários acerca de participações de servidores em eventos fora do país.
O evento aconteceu no auditório Jaime Rollemberg de Lima, na sede da Autoridade, em Botafogo, e recebeu relatos sobre atividades realizadas no escopo da segurança da informação, descomissionamento, segurança e regulação nuclear.
O seminário contou com a presença do diretor-presidente da ANSN, Alessandro Facure, do chefe de Gabinete, Ricardo Guterres, entre outros integrantes de diversos setores da instituição.
Durante a fala de abertura, Alessandro Facure destacou a presença internacional da ANSN em seu primeiro ano de existência, garantindo a ela maior destaque em todo o mundo, a partir de acordos de cooperação com outros órgãos do setor:
“Nesse primeiro ano, tivemos o mérito de conseguir enviar bastante servidores para missões no exterior, o que é bom para o nosso órgão. Essa cooperação com a comunidade internacional na área nuclear é fundamental. Vocês têm visto que temos firmado acordos com outras autoridades e isso tudo faz parte da inserção da ANSN no exterior”.
A programação teve início com a apresentação de Flávia Schenato, chefe da Divisão de Normatização (DINORM), acerca de sua participação na reunião do Fórum Ibero-Americano de Agências Reguladoras Radiológicas e Nucleares (FORO), em Bogotá, capital da Colômbia.
Ao longo da exposição, Flávia ressaltou os debates que foram realizados no evento, que reuniu diversas Autoridades do setor nuclear da América Latina, frisando, por exemplo, a importância da objetividade, foco e busca por resultados na área:

“Há algo que ficou bastante claro com a troca de experiências entre todos os países: é recomendado adotar uma postura pragmática no controle, ou seja, garantir a melhor proteção possível dadas as circunstâncias vigentes independente da abordagem regulatória. Essa postura de garantir a melhor proteção só será possível se o ponto de partida for uma boa caracterização dessas indústrias e atividades.”
Na sequência, Rafael Faria, integrante da Divisão de Angra dos Reis (DIANG), falou sobre sua presença na Conferência Internacional sobre Segurança Computacional no Mundo Nuclear (CyberCon26), em Viena, capital da Áustria.
Posteriormente, Daniele Baêta, chefe da Divisão de Indústria do Ciclo do Combustível (DICIC), apresentou aos presentes a sua participação no Workshop sobre Gestão do Envelhecimento de Instalações do Ciclo do Combustível Nuclear, em Viena.
Durante sua fala, Daniele frisou os mecanismos utilizados nas instalações nucleares e o que é necessário ser feito posteriormente, a partir de regras mais detalhadas:

“Esse mecanismo é ligado às condições reais de serviço, por isso, é muito específico para cada instalação, para que ele serve e onde ele está. O Brasil já aplica esses elementos, portanto, o próximo passo é torná-los mais explícitos, graduados e verificáveis, através de uma normativa específica.
Encerrando a programação, ocorreu a apresentação de Cristian Oliveira, integrante da Divisão de Avaliação de Segurança e Proteção Radiológica (DIASE), acerca de sua presença no Workshop de Treinamento sobre Inovações em Análise e Recuperação de Dados para Descomissionamento Nuclear, também em Viena, capital austríaca.