Reuniões com a NRC impulsionam modernização regulatória e ampliam a inserção internacional da ANSN durante conferência nos EUA
Agenda bilateral em Washington avança cooperação técnica com a NRC e amplia a capacidade regulatória da ANSN.

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) participou, entre 10 e 12 de março, da 38ª edição da Regulatory Information Conference (RIC), realizada em Washington, DC, e promoveu uma série de reuniões bilaterais com a Nuclear Regulatory Commission (NRC) para tratar de avanços regulatórios e cooperação técnica entre os dois países. O evento reuniu órgãos reguladores de todo o mundo e discutiu tendências e desafios atuais da regulação nuclear.
A RIC, organizada anualmente pela NRC, abordou temas estratégicos para o setor, como o uso de inteligência artificial no licenciamento de instalações nucleares, os desafios de proteção de dados proprietários, além de estratégias de desenvolvimento e licenciamento de Reatores Modulares Pequenos (SMRs), uma das frentes mais dinâmicas da inovação nuclear global.
Durante a conferência, a delegação brasileira da ANSN cumpriu agenda de trabalho com o diretor executivo de Operações da NRC, Mike King, e sua equipe técnica. Assim como a ANSN, a NRC passou recentemente por ajustes em sua estrutura organizacional, e os órgãos discutiram desafios institucionais, perspectivas de curto e médio prazo e oportunidades de alinhamento regulatório.
Entre os pontos centrais da reunião, destacou-se o andamento do acordo de cooperação técnica entre as duas instituições, que deve ser concluído em breve. O entendimento permitirá à ANSN participar simultaneamente dos programas CSARP, CAMP e RAMP, ampliando sua capacidade de análises independentes, cálculos avançados e avaliações técnicas, além de representar vantagens financeiras e ganhos expressivos para o aprimoramento regulatório brasileiro.
O coordenador‑geral de Reatores da ANSN, Daniel Palma, ressaltou a relevância estratégica da aproximação entre os dois órgãos reguladores: “O Brasil e os Estados Unidos têm uma relação comercial no âmbito nuclear antiga e bem estabelecida, que vai desde a aquisição de reatores de pesquisa e da Unidade de Armazenamento a Seco (UAS) até reatores nucleares de potência (Angra 1). Nada mais natural que seus órgãos reguladores possam ampliar ainda mais a colaboração técnica, visando o licenciamento de novas tecnologias e o uso pacífico da energia nuclear.”
A participação da ANSN na RIC e o avanço das tratativas com a NRC reforçam o compromisso do Brasil com padrões internacionais de segurança nuclear, cooperação técnica e fortalecimento da regulação voltada ao uso seguro, transparente e responsável da energia nuclear.