EQUIDADE DE GÊNERO

Lorena Pozzo aceita convite para atuar como embaixadora regional da NRGE na América Latina

Diretora da ANSN foi convidada durante reunião internacional sobre equidade de gênero realizada em Viena, no âmbito da 70ª Conferência Geral da AIEA.

Publicado em 17/09/2026 08:16Modificado há 6 dias
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Lorena defendeu que equidade de gênero não significa apenas ter mulheres presentes; é preciso garantir que elas tenham voz e participem dos processos de tomada de decisão. (Ana Paula Freire/ANSN)
Lorena defendeu que equidade de gênero não significa apenas ter mulheres presentes; é preciso garantir que elas tenham voz e participem dos processos de tomada de decisão. (Ana Paula Freire/ANSN)

VIENA, Áustria - A diretora de Instalações Radiativas e Controle da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Lorena Pozzo, foi eleita Embaixadora Regional para a América Latina da Nuclear Regulators for Gender Equity (NRGE). A escolha ocorreu nesta quarta-feira (16), durante o 13º Meeting da iniciativa, realizado em Viena no âmbito da 70ª Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Lorena foi indicada por Pilar Lucio, do Consejo de Seguridad Nuclear (CSN), da Espanha, uma das co-chairs da reunião. A criação e a formalização da atuação dos embaixadores regionais integraram a pauta do encontro, que reuniu representantes de órgãos reguladores de diferentes países.

A diretora destacou que a ANSN, por ser uma instituição ainda em processo de consolidação, tem a oportunidade de incorporar a perspectiva da equidade de gênero desde a construção de sua cultura organizacional.

Segundo ela, embora a Autoridade ainda não disponha de um programa institucional específico sobre o tema, a participação na NRGE desde este momento inicial é especialmente relevante.

“Equidade de gênero não significa apenas ter mulheres presentes. Significa também garantir que elas tenham voz e participem dos processos de tomada de decisão”, afirmou.

Para Lorena, integrar a rede permitirá à ANSN aprender com a experiência de outros órgãos reguladores e, ao mesmo tempo, contribuir progressivamente com as práticas desenvolvidas no Brasil. “Temos muito a aprender com a experiência de outros reguladores e espero que também possamos contribuir à medida que construirmos nossa própria experiência”, completou.

A reunião também marcou a participação de novos membros da NRGE, entre eles Brasil, Chile, Cuba e Gana, e possibilitou que os países apresentassem um panorama das ações desenvolvidas ao longo do último ano para promover a equidade de gênero em suas instituições e no setor nuclear.

Durante o encontro, os participantes compartilharam iniciativas e resultados alcançados desde a 12ª reunião da NRGE e discutiram formas de ampliar a articulação internacional da rede.

A agenda incluiu ainda uma atualização sobre programas de bolsas de estudo e oportunidades de formação da AIEA, além de debates sobre cooperação com organizações internacionais e redes dedicadas à participação das mulheres no setor nuclear.

Na segunda parte da reunião, os membros discutiram o status da NRGE e os próximos passos da iniciativa, possíveis ações conjuntas com outras organizações, as prioridades para o próximo período e a preparação para a próxima reunião anual.

Também foram abordadas perspectivas de participação da NRGE em conferências internacionais e iniciativas previstas para a Conferência Geral da AIEA de 2027, com o objetivo de ampliar a visibilidade das ações voltadas à equidade de gênero no setor nuclear.

A NRGE reúne órgãos reguladores nucleares comprometidos com a promoção da equidade de gênero e com o fortalecimento da participação feminina em diferentes níveis das instituições reguladoras.

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