RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Rafael Grossi parabeniza ANSN pelo primeiro aniversário e destaca importância da independência regulatória

Em mensagem exibida durante o Simpósio da Autoridade, diretor-geral da AIEA ressaltou o compromisso com a segurança nuclear, a cooperação internacional e o apoio ao desenvolvimento do setor no Brasil.

Publicado em 02/10/2026 20:25Modificado em 08/10/2026 16:04
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Rafael Grossi  destacou o interesse do Brasil em participar do movimento pela expansão da área nuclear em nível global. (Ana Paula Artaxo/ANSN)
Rafael Grossi destacou o interesse do Brasil em participar do movimento pela expansão da área nuclear em nível global. (Ana Paula Artaxo/ANSN)

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, enviou uma mensagem de congratulações à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) pelo seu primeiro aniversário, destacando a importância da criação de um órgão regulador independente para o fortalecimento da segurança nuclear e radiológica no Brasil. O vídeo foi exibido na abertura do Regulação Nuclear em um Mundo em Transformação, realizado no Centro Cultural da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Na mensagem, dirigida ao presidente da ANSN, Alessandro Facure, e aos participantes do evento, Grossi classificou o primeiro ano da Autoridade como um marco na trajetória do país e ressaltou a convergência entre os compromissos brasileiros e os princípios defendidos pela AIEA.

Confira o vídeo aqui: Mensagem Rafael Grossi

“Este aniversário marca um capítulo notável na história que está sendo escrita pela ANSN e pelo Brasil”, afirmou. Segundo ele, a nova etapa reafirma o compromisso do país com a segurança nuclear, a proteção radiológica, a independência regulatória e a observância das normas internacionais.

O diretor-geral destacou que esses princípios também orientam a atuação da AIEA, cuja missão de promover os átomos para a paz e o desenvolvimento busca ampliar o acesso aos benefícios das aplicações pacíficas da ciência e da tecnologia nucleares, especialmente nas áreas de saúde, agricultura e energia.

Perspectivas para o setor nuclear brasileiro

Ao abordar o cenário internacional, Grossi chamou a atenção para as perspectivas de expansão da energia nuclear. Segundo as projeções mais recentes da Agência mencionadas em sua mensagem, a capacidade nuclear instalada mundial poderá até triplicar até 2060.

Nesse contexto, destacou o interesse do Brasil em participar desse processo, inclusive por meio do desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMRs), e reafirmou o compromisso da AIEA em apoiar o país na concretização de seus objetivos.

Grossi também mencionou exemplos da cooperação já desenvolvida com o Brasil, como o fornecimento de equipamentos avançados de mamografia para comunidades remotas da Amazônia e o emprego da técnica do inseto estéril no controle de pragas.

Outro ponto destacado foi a eleição do Brasil para o Conselho de Governadores da AIEA, durante a 70ª Conferência Geral da Agência, realizada em setembro, em Viena. O colegiado é um dos dois principais órgãos de governança da organização, ao lado da Conferência Geral.

Um novo capítulo para a ANSN

Na parte final da mensagem, o diretor-geral reforçou a disposição da AIEA em dar continuidade à cooperação com o Brasil e incentivou a ANSN a investir no aperfeiçoamento permanente de suas capacidades institucionais e regulatórias.

“Parabéns pelo primeiro aniversário e por esse novo e empolgante capítulo. Mas o livro está longe de terminar”, afirmou Grossi, ao encorajar a Autoridade a continuar aprendendo, aprimorando suas práticas e trabalhando em conjunto com a Agência.

A mensagem integrou a programação comemorativa do primeiro ano da ANSN e evidenciou a importância do diálogo com organismos internacionais para a consolidação de uma regulação nuclear independente, tecnicamente qualificada e alinhada aos padrões internacionais de segurança.

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