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ANSN renova autorizações de operação de unidades estratégicas do ciclo do combustível nuclear

Decisão contempla instalações da INB na Bahia e no Rio de Janeiro e reforça a continuidade segura das atividades de mineração e fabricação de combustível nuclear no país.

Publicado em 20/04/2026 14:29Modificado em 04/05/2026 14:31
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Vista aérea da Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité (BA)
Vista aérea da Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité (BA)

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) concedeu, em 16 de abril de 2026, as renovações das Autorizações para Operação Permanente (AOP) à Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité (BA), e à Fábrica do Combustível Nuclear – Reconversão e Pastilhas (FCN-RP), localizada no Centro Industrial de Resende (RJ). Ambas as instalações pertencem às Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e integram etapas estratégicas do ciclo do combustível nuclear brasileiro.

A decisão foi fundamentada em avaliações técnicas conduzidas pela Coordenação-Geral de Instalações do Ciclo do Combustível Nuclear (CGCN), responsável por subsidiar o processo de licenciamento. O trabalho envolveu a análise simultânea de duas instalações de alta complexidade: a única unidade de mineração e concentração de urânio em operação na América Latina e uma das principais unidades industriais responsáveis pela produção de combustível nuclear no país, que abastece as usinas Angra I e Angra II.

Segundo a área técnica, o processo exigiu atuação integrada de especialistas de diferentes campos, com base em avaliações de segurança que consideram o histórico operacional das instalações, o cumprimento dos requisitos regulatórios e a aderência aos padrões internacionais recomendados pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).

As renovações das autorizações refletem o acompanhamento contínuo exercido pela ANSN ao longo dos anos e asseguram a continuidade das operações em conformidade com os requisitos de segurança nuclear e radiológica.

A medida reforça o compromisso do país com o desenvolvimento seguro das atividades de mineração de urânio e de fabricação de combustível nuclear, etapas essenciais para a autonomia do ciclo do combustível e para a utilização pacífica da energia nuclear, em consonância com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

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