Com participação da ANSN, Governo inicia articulação para estratégia nacional de microrreatores e SMRs
Encontro com órgãos de governo, empresas e especialistas discutiu bases técnicas, regulatórias e institucionais de uma estratégia nacional

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) participou da 1ª Reunião Ordinária do GT-19, que trata da infraestrutura nacional para microrreatores e pequenos reatores modulares (SMRs), no âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro.
Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o encontro, realizado em 22 de abril, em Brasília, reuniu representantes de diversos ministérios, além de empresas e instituições do setor nuclear, para discutir os fundamentos de uma estratégia nacional voltada à adoção dessas tecnologias.
Durante a reunião, foram apresentados e debatidos aspectos ambientais, econômicos, institucionais, legais, regulatórios e tecnológicos que devem orientar a eventual implantação de SMRs no país. A ANSN foi representada pelo diretor de Instalações Nucleares e Salvaguardas, Ailton Dias, e pelo coordenador-geral de Reatores, Daniel Palma.
Também participaram representantes de órgãos como o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ibama, a Marinha do Brasil, além de entidades como ENBPar, Amazul, Nuclep, INB, ABDAN, ABEN, CNEN e outros atores importantes para o setor, "em um ambiente de articulação estratégica", nas palavras de Ailton Dias.
Um dos pontos destacados ao longo das discussões, segundo Ailton Dias, foi a importância da formação de recursos humanos especializados como fator crítico para o sucesso de uma estratégia nacional para SMRs. Nesse sentido, foi lembrada a experiência do Pronuclear, programa que, nas décadas de 1970 e 1980, capacitou centenas de profissionais e contribuiu para que o Brasil dominasse o ciclo do combustível nuclear e conquistasse reconhecimento internacional no setor.
"A reunião marca um passo inicial na construção de diretrizes para o desenvolvimento de novas tecnologias nucleares no país, reforçando a necessidade de integração entre regulação, política pública, indústria e capacitação técnica", afirmou o diretor da DINS/ANSN.