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ANSN participa de conferência internacional da AIEA sobre segurança cibernética nuclear

Evento realizado em Viena reuniu especialistas de diversos países para discutir proteção de infraestruturas críticas, inteligência artificial e cooperação internacional diante do avanço das ameaças digitais no setor nuclear.

Publicado em 19/05/2026 07:38Modificado em 21/05/2026 09:09
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Representando a ANSN, Rafael Faria presidiu sessão técnica dedicada à cooperação internacional em segurança computacional no setor nuclear.
Representando a ANSN, Rafael Faria presidiu sessão técnica dedicada à cooperação internacional em segurança computacional no setor nuclear.

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) participou da Conferência Internacional sobre Segurança Computacional no Mundo Nuclear (CyberCon26), promovida pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) entre os dias 11 e 15 de maio, em Viena, reforçando o compromisso brasileiro com o fortalecimento da segurança cibernética aplicada ao setor nuclear e com a cooperação internacional diante da evolução das ameaças digitais.

Considerado o principal fórum internacional voltado à segurança computacional no setor nuclear, o encontro reuniu mais de 500 especialistas de diferentes países para debater estratégias de proteção de infraestruturas críticas, troca de experiências regulatórias e os desafios impostos pelo avanço de novas tecnologias, especialmente a Inteligência Artificial (IA).

A participação brasileira ocorreu em meio ao aumento das preocupações globais com ataques cibernéticos direcionados a setores estratégicos. Como órgão responsável pela regulamentação e fiscalização das atividades nucleares no país, a ANSN acompanha as discussões internacionais para alinhar as normas nacionais às melhores práticas de segurança da informação, proteção física e resiliência digital em instalações nucleares.

Durante a programação da conferência, o representante da Autoridade apresentou, em sessão plenária, um cenário hipotético de ataque cibernético durante uma operação de transporte nuclear. A apresentação desta sessão foi desenvolvida em parceria com instituições brasileiras do setor e teve como foco a análise de protocolos de resposta e mitigação de riscos.

A ANSN também levou ao evento os resultados do Exercício Guardião Cibernético 2025, iniciativa nacional voltada ao fortalecimento da capacidade de prevenção e resposta a incidentes digitais. Segundo o representante da Autoridade, Rafael Faria, a experiência permitiu identificar avanços operacionais, desafios técnicos e oportunidades de aprimoramento na integração entre os órgãos envolvidos.

Outro destaque da participação brasileira foi a atuação de Rafael na presidência de uma sessão técnica dedicada à cooperação internacional em segurança computacional no setor nuclear. Entre os temas discutidos estiveram a implementação gradual de controles de segurança cibernética em instalações nucleares e a necessidade de harmonização regulatória entre os países.

"Para a ANSN, acompanhar a evolução das ameaças digitais e os impactos das tecnologias emergentes é essencial para garantir que sua regulação seja atualizada e eficiente, contribuindo para que as instalações nucleares brasileiras operem de forma segura, resiliente e em conformidade com os padrões internacionais de proteção", mencionou o representante da ANSN.

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