SEGURANÇA NUCLEAR

ANSN acompanha condicionantes para operação de longo prazo de Angra 1

Visita técnica avaliou estratégias de gerenciamento de rejeitos radioativos e combustível nuclear usado, fundamentais para a continuidade operacional da usina

Publicado em 10/10/2026 16:15Modificado em 26/10/2026 20:08
Compartilhe:
Comitiva da ANSN durante a visita à sala de controle do Depósito 2 da Central de Gerenciamento de Rejeitos.
Comitiva da ANSN durante a visita à sala de controle do Depósito 2 da Central de Gerenciamento de Rejeitos.

A manutenção da capacidade de gerenciamento do combustível nuclear usado e dos rejeitos radioativos de baixa e média atividades, requisito essencial para a continuidade da operação de longo prazo (LTO) de Angra 1, esteve entre os principais focos da visita técnica realizada pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis (RJ), entre os dias 7 e 9 de outubro.

A agenda ocorreu durante a Parada 1P30 de Angra 1, a segunda desde a concessão, no final de 2024, da autorização para a operação de longo prazo da usina, condicionada ao cumprimento de uma série de requisitos regulatórios pela operadora.

Participaram da comitiva o diretor de Instalações Nucleares e Salvaguardas (DINS), Ailton Dias; o coordenador-geral de Reatores, Daniel Palma; e a assessora técnica da DINS, Maria Inês Vetere.

A programação incluiu visitas às instalações de Angra 2 e às estruturas destinadas ao gerenciamento e armazenamento de rejeitos radioativos da Central, entre elas o Centro de Gerenciamento de Rejeitos (CGR) e o Depósito Inicial dos Geradores de Vapor (DIGV) de Angra 1.

A manutenção, a ampliação e a otimização da capacidade de armazenamento dessas instalações são fundamentais para a continuidade operacional da Central, especialmente diante da ausência, no Brasil, de uma instalação para disposição final de rejeitos radioativos de baixa e média atividades.

A equipe também esteve na Unidade de Armazenamento a Seco (UAS), onde o combustível nuclear usado é armazenado até que esteja disponível uma solução para sua destinação definitiva.

Segundo o coordenador-geral de Reatores, Daniel Palma, a missão permitiu acompanhar as estratégias apresentadas pela operadora à ANSN para assegurar a manutenção da capacidade de gerenciamento de rejeitos radioativos. Ele ressalta que essa capacidade constitui um requisito fundamental para a continuidade da operação de longo prazo de Angra 1.

Segurança ao longo da vida operacional

O gerenciamento seguro dos rejeitos radioativos é parte essencial da segurança nuclear e exige planejamento de longo prazo, infraestrutura adequada e capacidade de armazenamento compatível com as necessidades das instalações.

No caso de Angra 1, cuja operação de longo prazo foi autorizada mediante condicionantes, o acompanhamento regulatório permite verificar a evolução das medidas adotadas pela operadora e sua compatibilidade com os requisitos estabelecidos pela Autoridade.

O diretor de Instalações Nucleares e Salvaguardas, Ailton Dias, destacou que a gestão de rejeitos representa um desafio para o setor nuclear brasileiro, com implicações relevantes nos processos de licenciamento e na continuidade operacional das instalações.

Leia também: ANSN visita obras de Angra 3 e acompanha estágio de construção da usina

Na reunião de encerramento com a equipe da Eletronuclear, o diretor também ressaltou a importância do acompanhamento presencial e da verificação do cumprimento das condicionantes da LTO de Angra 1, como parte da responsabilidade regulatória da ANSN ao longo de toda a vida operacional das usinas.

As atividades integram o acompanhamento conduzido pela Diretoria de Instalações Nucleares e Salvaguardas, voltado à verificação dos requisitos de segurança e à proteção dos trabalhadores, da população e do meio ambiente contra os efeitos das radiações ionizantes.

Categorias
Ciência e Tecnologia
Compartilhe: