COOPERAÇÃO INTERNACIONAL | TECNOLOGIA NUCLEAR

ANSN apresenta perspectivas regulatórias para SMRs e microrreatores em congresso nos EUA

Coordenador-geral de Reatores, Daniel Palma, abordou a preparação do Brasil para novas tecnologias nucleares e os debates em andamento no país.

Publicado em 02/10/2026 11:35Modificado em 08/10/2026 09:58
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Daniel Palma, coordenador-geral de Reatores da ANSN, durante sua apresentação.
Daniel Palma, coordenador-geral de Reatores da ANSN, durante sua apresentação.

O coordenador-geral de Reatores da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Daniel Palma, apresentou as perspectivas regulatórias brasileiras para a implantação de Reatores Modulares Pequenos (SMRs) e microrreatores durante o 4th World Nuclear SMR & Advanced Reactor Congress, realizado nos dias 29 e 30 de setembro, em Nashville, nos Estados Unidos.

Em nome da ANSN, Palma abordou o programa nuclear brasileiro de geração de energia, com ênfase em duas questões centrais: como o país está se preparando para receber essas tecnologias e quais discussões já estão em andamento nesse campo.

O congresso reuniu representantes de diferentes segmentos interessados no desenvolvimento e na implementação de SMRs e microrreatores, incluindo projetistas, instituições de pesquisa, universidades, fundos de investimento e empresas de energia de diversos países.

Segundo Palma, o encontro privilegiou experiências práticas e estratégias para a implantação dessas tecnologias em diferentes partes do mundo. Entre os principais desafios discutidos estiveram o financiamento de projetos, a formação de profissionais qualificados para a operação das instalações no médio e longo prazo e os processos de licenciamento de projetos pioneiros, conhecidos como first of a kind (FOAK), até sua evolução para modelos replicados, denominados nth of a kind (NOAK).

Palma destacou o caráter complementar das exposições, que proporcionaram aos participantes internacionais uma visão das capacidades, demandas e perspectivas do Brasil para o desenvolvimento e a utilização pacífica da energia nuclear, incluindo os aspectos relacionados à regulação e à segurança.

A participação brasileira contou também com representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBPar), que realizaram apresentações em suas respectivas áreas de competência.

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Ciência e Tecnologia
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