Dathi/SVSA/MS marca presença no 19º Hepatoaids com debates sobre saúde pública
Ministério da Saúde reforça compromisso com a resposta a HIV, aids, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis em congresso de destaque

O Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS) participou do 19º Hepatoaids, congresso que reuniu, entre 11 e 13 de junho, profissionais de saúde, gestores(as) e usuários(as) do Sistema Único de Saúde (SUS) para debater temáticas relevantes sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), tuberculose, hepatites virais, micoses endêmicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
O evento é um marco anual para a atualização e integração de perspectivas programáticas e assistenciais na área da saúde. Durante o congresso, foram discutidos temas de grande interesse para o enfrentamento e aprimoramento das ações relacionadas ao HIV, à aids, à tuberculose, às micoses endêmicas, às hepatites virais e às ISTs.
A coordenadora-geral de Vigilância das Hepatites Virais (CGHV), Tiemi Arakawa, ressaltou a importância do evento como um espaço de discussão das estratégias de integração do cuidado para essas doenças e infecções. "Tivemos mesas redondas e palestras sobre coinfecções, por exemplo, que destacam a necessidade das equipes e profissionais pensarem em um modelo de cuidado integrado e centrado na pessoa. Além disso, as discussões mostraram que os aprendizados da resposta de uma doença ou infecção valem para as demais” ", afirmou Arakawa.
A programação do Hepatoaids contemplou os principais avanços e desafios relacionados ao HIV, à aids, às hepatites virais, à tuberculose, às IST e às infecções oportunistas. Em relação às hepatites virais, o Congresso abordou os avanços e desafios para alcançar as metas de eliminação da hepatite B e C como problema de saúde pública, bem como a resposta à hepatite A e hepatite D.
Foram apresentadas atualizações e perspectivas das diretrizes clínicas da hepatite B e C e coinfecções, com ênfase nas condutas de prevenção e manejo das hepatites virais em pessoas vivendo com HIV e/ou aids e ferramentas para suporte à decisão clínica pelos profissionais da ponta.
Na temática da tuberculose, foram apresentadas discussões sobre diagnóstico e tratamento, incluindo novas tecnologias diagnósticas, resistência aos medicamentos e perspectivas terapêuticas futuras, além dos avanços do Ministério da Saúde.
Também houve destaque para a atualização de políticas públicas, estratégias de prevenção combinada, manejo da aids avançada e as últimas informações sobre o Circuito Rápido de Aids Avançada, falha virológica, terapias de resgate, envelhecimento das pessoas vivendo com HIV e/ou aids, coinfecções, e novas tecnologias diagnósticas e terapêuticas. Temas como vulnerabilidades sociais, equidade no acesso ao cuidado e o fortalecimento das ações de vigilância e assistência também foram abordados.
Além disso, o Departamento pautou temas relevantes, como o que vem sendo discutido com os comitês técnicos assessores do Dathi, dentre os processos de trabalho da Coordenação Geral de Vigilância das ISTs (Cgist/Dathi), no escopo de promoção em Saúde e reforço das ações implementadas para prevenção da transmissão vertical do HIV; foram apresentadas e debatidas as atuais evidências cientificas no contexto de amamentação por pessoas vivendo com HIV com supressão viral sustentada. Outra temática importante na programação foi a estratégia DoxiPEP, a mais recente ferramenta de prevenção às ISTs bacterianas (clamídia e sífilis), aprovada para incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS). A qual foi apresentada e debatida em mesa temática juntamente com estudo prospectivo sobre o tema, realizado atualmente pela FMUSP (São Paulo), com apoio da gestão local e do Dathi.
O objetivo central do evento foi promover a atualização dos(as) profissionais de saúde sobre os principais desafios e avanços relacionados ao cuidado integral das pessoas vivendo com HIV e/ou aids, às ISTs, à eliminação das hepatites virais e ao enfrentamento das infecções associadas à imunossupressão, reforçando a importância da colaboração e do conhecimento compartilhado para a saúde pública brasileira.