Circuito Rápido de Aids Avançada

Publicado em 11/05/2026 15:35Modificado há 12 dias
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O que é

O Circuito Rápido de Aids Avançada é uma estratégia do Ministério da Saúde que organiza o atendimento prioritário de pessoas vivendo com HIV em situação de imunossupressão grave, integrando ações clínicas, laboratoriais e de gestão em toda a rede do SUS.

Seu objetivo é reduzir a morbimortalidade por meio de diagnóstico oportuno, início rápido do tratamento e manejo imediato das infecções oportunistas.

Histórico

Imagem com linha do tempo com o histórico do circuito avançado de aids

O Circuito Rápido de Aids Avançada foi iniciado em 2023 como projeto piloto em cinco estados prioritários (AM, CE, MS, RJ e RS), com apoio do CDC, com foco na organização do cuidado para pessoas com imunossupressão grave.

Em 2024, a estratégia passou por sua primeira expansão, incorporando mais sete estados (PA, MA, PE, BA, SP, PR e SC), alcançando 12 estados, 95 municípios e 131 serviços de saúde, ampliando o acesso ao diagnóstico e manejo oportuno.

Em 2025, o Circuito se consolidou como estratégia nacional, com mais de 10 mil pessoas com aids avançada acompanhadas, sendo reconhecido como prioritário nas Diretrizes Nacionais para Eliminação da Aids até 2030.

A partir de 2026, a estratégia entra em processo de nacionalização, com expansão prevista para todo o território nacional.

Quem deve ser incluído

Devem ser incluídas no Circuito pessoas vivendo com HIV que apresentem:

CD4 < 200 células/mm³;

manifestações clínicas de estágios 3 ou 4 da OMS;

sinais de gravidade clínica;

diagnóstico tardio ou retorno após interrupção do tratamento.

Esses casos têm maior risco de complicações e óbito, especialmente por infecções oportunistas.

Como funciona

A estratégia se baseia em três componentes integrados:

Organização da rede: fluxos assistenciais definidos, acesso rápido a exames, medicamentos e serviços;

Cuidado clínico estruturado: identificação precoce, avaliação de gravidade e início oportuno de TARV, profilaxias e tratamentos;

Articulação intersetorial: ações para adesão ao cuidado e enfrentamento de vulnerabilidades.

Manejo clínico

Testes prioritários

LF-CrAg (criptococose)

LF-LAM (tuberculose)

Antígeno urinário para histoplasmose

Testes rápidos para hepatites B e C e sífilis

CD4

Principais infecções e doenças

Tuberculose, meningite criptocócica, histoplasmose, pneumocistose, toxoplasmose cerebral, citomegalovirose e infecções bacterianas graves.

Medidas preventivas

SMX-TMP

Tratamento preventivo da tuberculose

Outras profilaxias conforme indicação clínica

Monitoramento e avaliação

O Circuito inclui acompanhamento contínuo por meio de:

Sistemas de informação e painéis de monitoramento;

Indicadores de processo e resultado;

Avaliação do tempo entre diagnóstico e tratamento;

Acompanhamento da vinculação e retenção no cuidado.

Acesse os documentos completos

Guia de implementação (gestores)

Fluxograma de condutas (profissionais de saúde)

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