Osteoporose pode evoluir sem sintomas e aumentar o risco de fraturas, alerta médica do HUAC
Alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico ajudam a prevenir a doença, que pode enfraquecer os ossos

O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado nesta terça-feira, dia 20, chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença, que reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Considerada silenciosa, a osteoporose pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas, sendo frequentemente identificada após uma fratura.
De acordo com a reumatologista Rebecca Maria, do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), vinculado à HU Brasil, os ossos passam por um processo contínuo de renovação ao longo da vida. “Na juventude, a formação óssea geralmente supera a perda. Com o envelhecimento, porém, esse equilíbrio pode mudar, levando à redução da massa óssea e tornando os ossos mais frágeis”, afirma.
Entre os principais fatores de risco estão a idade acima de 50 anos, especialmente após a menopausa, o histórico familiar de osteoporose e de fraturas, o baixo peso corporal, a alimentação pobre em cálcio, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Algumas doenças e o uso prolongado de determinados medicamentos, como os corticoides, também podem aumentar o risco.

Sinais de alerta e diagnóstico
Na maioria dos casos, a osteoporose não provoca dor ou outros sintomas nas fases iniciais. As manifestações podem surgir quando ocorre uma fratura, inclusive após quedas ou traumas de baixa intensidade. “Fraturas na coluna podem provocar dor nas costas, perda de altura e uma postura mais curvada. Também podem ocorrer fraturas no quadril, no punho e em outros ossos”, explica Rebecca Maria.
A avaliação médica é fundamental para identificar pessoas com maior risco e determinar a necessidade de exames, como a densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos. Exames laboratoriais e outros exames de imagem também podem ser indicados, conforme cada caso.
Prevenção começa com hábitos saudáveis
A adoção de hábitos saudáveis contribui para preservar a saúde dos ossos e reduzir o risco de fraturas. Uma alimentação equilibrada, com fontes de cálcio, como leite e derivados e vegetais verde-escuros, é uma das medidas recomendadas, de acordo com a reumatologista.
A vitamina D também é importante para a saúde óssea e pode ser obtida em pequenas quantidades pela alimentação, além da exposição solar adequada e, quando necessário, da suplementação orientada por um profissional de saúde.
“A prática regular de atividade física, especialmente exercícios que trabalhem força muscular, equilíbrio e sustentação do peso corporal, ajuda a manter ossos e músculos fortes e pode diminuir o risco de quedas. Não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também são medidas importantes”, acrescenta a especialista.
Tratamento deve ser individualizado
Quando a osteoporose é diagnosticada, o tratamento depende das necessidades de cada paciente. Pode incluir mudanças no estilo de vida, orientação para a prática de exercícios, adequação da ingestão de cálcio e vitamina D e uso de medicamentos específicos para reduzir a perda óssea e o risco de fraturas, quando indicado.
A reumatologista alerta que a suplementação e o uso de medicamentos devem ser feitos com orientação profissional. A automedicação pode trazer riscos, e o tratamento precisa ser individualizado e acompanhado por um profissional de saúde.
Embora o envelhecimento aumente a probabilidade de desenvolver osteoporose, a doença não é uma consequência inevitável da idade. A prevenção deve começar cedo, com alimentação adequada, atividade física regular e acompanhamento médico, principalmente para quem apresenta fatores de risco.
“Pessoas que sofreram fraturas após quedas ou traumas leves devem procurar avaliação médica, pois esses episódios podem indicar fragilidade óssea e precisam ser investigados. O cuidado com a saúde dos ossos é essencial para preservar a mobilidade, a independência e a qualidade de vida”, finaliza Rebecca Maria.
HU Brasil
O HUAC faz parte da Rede HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
(Unidade de Comunicação do HUAC/UFCG)