Projeto de extensão da UFCG realiza cobertura midiática do Festival Internacional de Música de CG
Repórter Educom promove a imersão dos estudantes e a valoração da arte e da cultura em festivais

O Repórter Educom, projeto de extensão do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com ênfase em Educomunicação, está realizando um trabalho de cobertura jornalística do Festival Internacional de Música de Campina Grande (Fimus CG), que teve início no último dia 10 de julho.
Segundo o coordenador do projeto, professor Rosildo Brito, o trabalho de produção midiática está sendo executado por uma equipe de sete estudantes e, além de reforçar o trabalho de divulgação do evento, tem como objetivo "proporcionar aos participantes uma imersão de caráter etnográfica, pautada num olhar focado nos aspectos da diversidade e multiculturalidade que caracterizam o evento, que reúne um encontro da música erudita com a música popular", destacou.
Ele explica que a atuação dos estudantes extensionistas se volta para registros midiáticos por meio do desenvolvimento de vários gêneros midiáticos, "a exemplo de entrevistas, reportagens e produções audiovisuais, de forma integrada com o trabalho de cobertura jornalístico desenvolvido pela equipe de assessoria de imprensa, que tem à frente o jornalista Hermano Júnior".
"A ideia é repetir o mesmo método de abordagem midiática de cunho educomunicativa junto a outros eventos artístico-culturais que serão realizados em Campina Grande e região, a exemplo do Festival de Inverno de Campina Grande (FICG), bem como do Festival Universitário de Inverno (FUI), evento sociocultural e acadêmico realizado anualmente pelo Centro de Educação e Saúde (CES), da UFCG, no campus de Cuité", observou.
Repórter Educom
Mais do que informar, o Repórter Educom atua com base nos princípios da Educomunicação, abordagem que integra comunicação, educação e cidadania. Ao promover a imersão dos estudantes nos festivais artístico-culturais, essa perspectiva se materializa em ações que buscam valorizar a diversidade cultural, fortalecer as raízes culturais e saberes do povo nordestino e evidenciar como a arte pode ser um instrumento de transformação social.
A proposta inclui ainda a possibilidade de destacar o protagonismo dos agentes e militantes da arte e da cultura, estimulando reflexões sobre o papel destas na construção de uma sociedade mais inclusiva e plural.
Por meio da imersão etnográfica nos eventos, os estudantes vivenciam a rotina prática da comunicação explorando suas competências técnicas, criativas e críticas para produzirem reportagens textuais e audiovisuais - sob a orientação de professores - aplicando os princípios educomunicativos.
A proposta é norteada pelas ações de intervenção educomunicativa que visam ir além do trabalho de cobertura midiática, trabalhando de que maneira a cultura, as mais diversas manifestações artísticas se entrecruzam com a educação, a cidadania e a construção do pensamento crítico.
"Levando em consideração que a Educomunicação trabalha com o tripé comunicação, educação e cidadania, a ideia é promover uma experiência enriquecedora para os estudantes participantes, ampliando a visão destes e da sociedade como um todo, sobre o potencial transformador da arte e da cultura que norteiam os festivais alvos do projeto”, ressaltou Rosildo.
(Repórter Educom)