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Infraestrutura: Megaoperação para trazer equipamentos de proteção

Publicado em 14/05/2020 19h26
Infraestrutura: Megaoperação para trazer equipamentos de proteção

- Foto: Reprodução

O Governo Federal realizou uma megaoperação para trazer ao Brasil 240 milhões de máscaras de proteção, adquiridas pelo Ministério da Saúde na China. O Ministério da Infraestrutura (Minfra) estava encarregado da logística e articulou junto a companhias aéreas e parceiros privados (como Vale e Lojas Americanas) o frete da carga, que soma 960 toneladas, a partir de Guangzhou. Para o transporte dos equipamentos, foi concedido status de voo de Estado, com as prerrogativas de prioridade de pouso e decolagem.

O Minfra desenvolveu um plano de logística e distribuição, em apoio ao Ministério da Saúde, durante o enfrentamento ao novo Coronavírus. O plano nacional abrange ações para garantir agilidade no transporte de material importado, no desembaraço aduaneiro nos aeroportos e na distribuição dos equipamentos entre as 27 unidades da federação.

O Ministério mapeou toda a malha aérea essencial que segue operando, bem como a utilização de cargueiros comerciais, aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), veículos oficiais de estados e também o apoio de grandes empresas importadoras que ofereceram sua estrutura logística ao Governo Federal. “Num esforço de governo para enfrentar a pandemia, vamos garantir o transporte da carga de equipamentos médicos importados até o Brasil e a sua distribuição nos estados”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Atuamos em estreita cooperação com a área da saúde para auxiliarmos sempre que houver gargalos ou dificuldades operacionais na estratégia já estabelecida para atendimento das necessidades do país”, destacou Freitas.

Testes rápidos

Para trazer a carga de 960 toneladas de máscaras cirúrgicas de três camadas e também do modelo N95 ao Brasil, o MInfra estima que serão necessários até 40 voos, a depender do tamanho das aeronaves envolvidas. Cada voo pode durar 40 horas, desde a partida da China, envolvendo pelo menos uma escala, até a chegada ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O Ministério da Infraestrutura também está em contato com o Itamaraty para definir as melhores opções de parada das aeronaves no exterior até a chegada ao Brasil.

Além da megaoperação, o Ministério da Infraestrutura já está atuando para viabilizar a chegada de pelo menos 11 voos cargueiros contratados pela Vale, também a partir da China, com 540 toneladas de testes rápidos, luvas, aventais, óculos, máscaras cirúrgicas e N95 doados pela empresa. A articulação do Minfra com companhias aéreas, operadores aeroportuários, Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa e Vigiagro tem garantido as melhores alternativas de voos, rotas e agilidade no desembarque e na distribuição da carga nos estados.

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Pavimentação da BR-163/PA

A pavimentação da BR-163/PA é uma das principais entregas do Governo Federal e uma prioridade do presidente da República, Jair Bolsonaro. Um ano após a promessa feita pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, aos caminhoneiros que estavam atolados na rodovia, no Carnaval de 2019, a rodovia federal, iniciada na década de 1970, está completamente asfaltada entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Exército Brasileiro concluíram as obras de pavimentação dos 51 quilômetros da rodovia localizados entre os municípios de Moraes Almeida (PA) e de Novo Progresso (PA), último trecho que faltava para interligar, definitivamente, os estados de Mato Grosso e Pará.

A obra garante o escoamento da safra de grãos que sai do centro do país, sobretudo de Mato Grosso, até os portos do Pará, com destaque para Miritituba, de onde são transportados para os principais centros consumidores em todo o mundo.

Além dos benefícios para a economia da região, a conclusão do asfaltamento desses 51 quilômetros muda a realidade de todos que dependem da BR-163/PA. A rodovia vai garantir mais segurança para aproximadamente seis mil caminhoneiros que trafegam por lá diariamente. Eles, até então, passavam dias em atoleiros no trecho crítico em questão, principalmente na época de chuvas.

Para a conclusão desse segmento, foram investidos cerca de R$ 158 milhões, em 2019. A obra foi executada por centenas de trabalhadores - entre servidores do DNIT, militares do Exército e funcionários de empresas contratadas.

Desafio

A obra representou um verdadeiro desafio para a engenharia nacional em função das características do clima e do solo da região. Os técnicos do DNIT e os soldados do Exército trabalharam de forma ininterrupta, de domingo a domingo, 24 horas por dia, mesmo com clima desfavorável, com a incidência de muita chuva na região.

Impactos

Antes da pavimentação, um motorista levava cerca de dez dias para percorrer os 936 km entre Sinop e Miritituba. Agora, realiza a mesma viagem em quatro dias, em média. Isso significa que se o transportador fazia três viagens por mês, agora ele faz seis, em média. Os dados são do Movimento Pró-Logística, que representa os produtores que pagam pela carga.

Na prática, o aumento no número de viagens também tem gerado impacto positivo no faturamento dos caminhoneiros. No ano passado, um motorista ganhava cerca de R$ 26 mil por mês. Com a pavimentação da BR-163, o faturamento mensal passou para R$ 39 mil, aproximadamente ­– aumento de 50%.

Além do impacto sentido pelos caminhoneiros, os produtores que pagam pela carga também já percebem efeitos diretos no valor do frete pago pela carga. Segundo dados do Movimento Pró-Logística, o preço médio do frete caiu de R$ 230 para R$ 170 por tonelada transportada. Na prática, a viagem de um caminhão de sete eixos, que transporta 38 toneladas, custava cerca de R$ 8,7 mil, em 2019, para o dono da carga. Neste ano, a mesma viagem vale R$ 6,5 mil, aproximadamente ­– economia de 26% entre um ano e outro.

Manutenção

Além do asfaltamento, também foram realizados serviços de manutenção em 1.300 quilômetros da rodovia, de Sinop (MT) a Santarém (PA), visando assegurar boas condições de trafegabilidade. A rodovia federal impulsionará a economia, escoando produtos agrícolas pelo Brasil e incrementando a exportação para outros países.

Pontes

Outro destaque importante para os usuários da rodovia é que no trajeto até Miritituba não há mais pontes de concreto para construir. As duas últimas, sobre os Rios Samurai (50 metros) e Itapecurazinho 100 metros), foram concluídas.

Confira aqui o documentário realizado pelo Minfra sobre a obra.

 

Ministério da Infraestrutura segue em dia com cronograma de obras durante a pandemia 

Apesar da crise e restrições causadas pela pandemia de coronavírus, o Ministério da Infraestrutura segue em dia com seu cronograma de obras públicas. Desde o início de março, foram realizadas 13 entregas, que abrangem todas as regiões do país. 

São elas:

1- Construção da IP4 em Parintins (AM);

2- Entrega de 9km de pista duplicada na BR-381/MG;

3- Construção de uma nova ponte sobre o rio Araçuaí, na BR-367/MG;

4- Entrega de 15km de pista duplicada na BR-101/BA;

5- Entrega de 9km de pista duplicada na BR-101/SE;

6- Recuperação da ponte rodoviária Felipe Guerra, na BR-304/RN;

7- Duplicação da travessia urbana de Rondonópolis, na BR-364/MT;

8- Entrega das obras de alargamento das pontes sobre os córregos Palmito e Moeda na BR-158/MS;

9- Entrega de 27km de pista duplicada na BR-116/RS;

10- Entrega de 3,5km de duplicação na BR-392/RS;

11- Entrega de 2km de pista duplicada na BR-470/SC;

12- Entrega 8km restaurados na BR-080/GO

13 - Entrega de 8,3km de duplicação da BR-163/PR

 

 

 Fonte: Ministério da Infraestrutura

 

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