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INOVAÇÃO

Transformação e segurança são temas da 5ª Semana de Inovação

Debates sobre os desafios da administração pública seguem até esta quinta-feira (7)
publicado 07/11/2019 16h20, última modificação 07/11/2019 16h20
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Abertura da 5ª Semana de Inovação Foto: Albino Oliveira/Ascom/Ministério da Economia

Transformação digital, confiança do usuário dos serviços públicos, segurança da informação e integração de ações entre os órgãos federais foram temas de debates da 5ª Semana de Inovação. O evento, promovido por Ministério da Economia, Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Tribunal de Contas da União (TCU) e Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), termina nesta quinta (7), em Brasília (DF), com oficinas, painéis e debates sobre os desafios da administração pública.

Transformação digital

No painel '"Construindo Uma Nação Digital", a transformação dos serviços do governo brasileiro foi detalhada pelo secretário adjunto da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, Ciro Avelino. Hoje, mais da metade dos 3,3 mil serviços públicos federais já são digitais. Somente neste ano, 458 novos serviços foram transformados em digital. É o caso da Carteira de Trabalho digital e a solicitação da aposentadoria por tempo de contribuição.

“A maior dificuldade da transformação digital é a mudança de cultura dentro do serviço público”, alertou Avelino. “A transformação digital tem três pilares: pessoas, pessoas e pessoas. O foco é o usuário”, complementou o secretário.

A aceleração da transformação digital dos serviços públicos, desde janeiro, resultou no alcance da meta anual já no mês de outubro. Até 2022, o objetivo é atingir 100% dos serviços digitais. Quando isso ocorrer, a estimativa de economia para o governo e para a sociedade é de R$ 7 bilhões ao ano.

Avaliação de impacto

No mesmo painel, a diretora do Departamento de Serviços de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Miriam Wimmer, ressaltou que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) criou uma avaliação do impacto das políticas de governo digital no mundo, inclusive na dimensão da confiança do usuário. E recordou modelos ultrapassados, quando ações na área digital no Brasil não teriam surtido o efeito desejado por falta de integração entre os órgãos governamentais.

“Há dez anos, o assunto do momento eram os telecentros. Tínhamos sete ministérios com telecentros e que não conversavam entre si”, afirmou. “A primeira constatação que precisamos fazer é que o digital não é um tema de 'caixinhas'. Temos de quebrar as caixinhas. É importante melhorar o diálogo que temos no governo”.

Segurança cibernética

A discussão sobre a preocupação do cidadão com a disponibilização de seus dados pessoais e com a segurança da informação teve como um dos pontos altos a mesa-redonda "Segurança Cibernética: os desafios do Estado brasileiro". Hacker militar israelense e co-fundador da CyberArt, empresa de segurança "boutique" especializada em soluções para segurança ofensiva e defensiva, Yossi Sassi foi um dos participantes e contextualizou o tema mundialmente.

“Hoje os maiores desafios da humanidade são: desastres ambientais, condições climáticas extremas e ataques cibernéticos”. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entra em vigor em agosto de 2020 e tem despertado ainda mais curiosidade sobre o assunto.