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Fundo Nacional da Cultura apoia Cinema Brasileiro

publicado: 09/10/2019 16h32, última modificação: 09/10/2019 16h34
Acervo da Cinemateca Brasileira é uma das propostas que vai receber recursos do Fundo
Fundo Nacional da Cultura apoia Cinema Brasileiro

Rolos de filmes da Cinemateca Brasileira, em São Paulo - Foto: TV Brasil

Até o fim de 2019 a Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério da Cidadania, vai destinar R$ 24 milhões para projetos na área cultural. Os recursos são do Fundo Nacional da Cultura, que aprovou a destinação do valor no último dia 13 de setembro.

Ao todo 17 propostas foram aprovadas pela Comissão do Fundo Nacional de Cultura, que é formada por 15 titulares e 15 suplentes entre secretários e presidentes de entidades ligadas ao Ministério da Cidadania.

Um dos projetos aprovados é da Cinemateca Brasileira, sediada em São Paulo, considerada uma memória viva do setor audiovisual brasileiro. É o que afirmou o coordenador de preservação da Cinemateca Brasileira, Rodrigo Mercês.

“A Cinemateca nasceu com a missão de preservar a memória audiovisual brasileira. Hoje ela é feita principalmente mantendo vivo o nosso acervo fílmico, nosso acervo não fílmico, a gente tem muitas iniciativas de difusão desse acervo, mostras, mostras aqui na Cinemateca com duas salas de cinema e mostras fora da Cinemateca. A gente provê bastante material fílmico para exibição fora daqui”, disse.

São prateleiras e mais prateleiras que abrigam 245 mil rolos de filmes, além de 40 mil títulos como a obra “O Óculos do Vovó”, de 1913. Além de documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares, nacionais e estrangeiros, produzidos desde 1910. Segundo cálculos da Cinemateca, 80% desses materiais foram depositados de forma voluntária no espaço. 

E para conservar toda essa história brasileira, dois movimentos são colocados em prática. Um deles é a digitalização das obras no Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca, considerado um dos mais completos laboratórios para esta finalidade na América Latina.

O outro é a duplicação de filmes, já que as películas se deterioram com o tempo. É este trabalho de duplicação que foi contemplado pelo Fundo Nacional de Cultura. A meta é duplicar 400 rolos de filmes em um ano, assim que os recursos chegarem à Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (Acerp), que é uma organização social que, desde março de 2018, administra os recursos destinados à Cinemateca. 

Para o projeto de duplicação, vai ser empregado R$ 1.5 milhão no decorrer de um ano, o que para o coordenador vai aumentar a capacidade de trabalho da Cinemateca. “A prioridade dentro desse projeto segue sendo nosso programa de duplicação emergencial. Esse programa foi construído focado nos materiais que têm um avançado estágio de deterioração. Então, a gente tem pouco tempo para atuar nesse material antes que ele desapareça pra sempre”, explicou Rodrigo Mercês. 

O coordenador de preservação esclareceu ainda que os filmes duplicados podem durar de 100 a 200 anos em depósitos climatizados na própria Cinemateca Brasileira.