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Atletismo e natação trazem força total para a reta final dos Jogos Pan-Americanos

publicado: 06/08/2019 18h44, última modificação: 06/08/2019 18h44
Modalidades que distribuem o maior número de medalhas serão disputadas a partir desta terça. Últimos dias também reservam disputas em caratê, judô, vela, remo e tênis de mesa
Atletismo e natação trazem força total para a reta final dos Jogos Pan-Americanos

Natação brasileira teve boa campanha no Mundial de Gwangju, na Coreia do Sul. Foto: Satiro Sodré/rededoesporte.gov.br

Os Jogos Pan-americanos Lima 2019 entram em sua última semana reservando grandes emoções para o Brasil. O Comitê Organizador programou as disputas de atletismo e natação, modalidades com mais provas em todo o evento, para as mesmas datas: 6 a 11 de agosto.

No caso do atletismo, que já teve como "preliminares" a maratona e os 20km da marcha atlética, estão previstas outras 44 provas, enquanto a natação terá 36. Nos dois esportes, mais de 80% dos integrantes da delegação nacional são patrocinados pelo Bolsa Atleta, programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

"Nessas modalidades, o Brasil trouxe o que temos de melhor, de acordo com a estratégia das confederações e o planejamento do COB. A natação chega do Mundial com um time bem interessante, e o atletismo busca um resultado superior ao que alcançou em Toronto, com jovens se destacando no cenário internacional, como o Paulo André e o Alison Brendom, fora o Thiago Braz, que é campeão olímpico", disse Jorge Bichara, Diretor de Esportes do COB.

Paulo André e Alison vêm de uma ótima participação na Universíade, em Nápoles, na Itália. Paulo André venceu os 100m e os 200m. Na prova mais rápida do atletismo, chegou mais uma vez muito perto de se tornar o primeiro brasileiro a correr os 100m abaixo dos 10s. O brasileiro também integrou o revezamento 4 x 100m que se sagrou campeão mundial no primeiro semestre.

Com 1,98m de altura, 1,12m só de perna, e apenas 19 anos, Alison é uma das grandes promessas brasileiras no atletismo. Com a marca de 48s57 nos 400m com barreiras em Nápoles, ele quebrou o recorde sul-americano sub-20 (que também era dele, de 48s84) e garantiu a quinta melhor marca do mundo na temporada. "Quero quebrar o recorde do Pan juvenil, que é de 48s e brigar por uma medalha no Pan adulto, que também não é algo impossível, e chegar bem no Mundial de Doha", disse o paulista de São Joaquim da Barra, que com a marca de Nápoles teria ficado em quarto lugar no último Mundial adulto. O recorde brasileiro é de Eronilde Araújo, que em 1995 fez 48s04.

Jovens e promissores

A natação traz a Lima um grupo de 35 atletas, com 18 homens e 17 mulheres. A modalidade estreia na competição nesta terça, dia 6, ciente da responsabilidade de conquistar o maior número de medalhas possíveis e ajudar o Brasil a subir no quadro de medalhas da competição.

“Desde o Mundial a galera está muito unida. Os nadadores vieram focados para essa competição. O Mundial e o Pan muito próximos vieram a calhar. Dá para aproveitarmos o treino que fizemos para essas duas competições. Os Jogos Pan-americanos são especiais para o Brasil e para os atletas. Somos recordistas de medalhas na competição e queremos continuar trazendo muitas alegrias para o nosso país”, afirmou o campeão mundial Felipe Lima, especialista no nado peito, que participa do quarto Pan na carreira e vai em busca de sua quarta medalha na competição.

Ao lado de atletas experientes e vencedores, chega uma nova geração disposta a manter o Brasil em alta na competição continental. Breno Correia é um desses casos.  “Desde novo assisto a essa competição e sempre foi um sonho estar aqui. É gratificante representar a seleção mais uma vez. Já fui a dois mundiais, um de curta e outro de longa, e o Pan tem um clima mais leve. O astral da vila é legal, com vários esportes e já serve de preparação para os Jogos Olímpicos”, observou Breno, de 20 anos, que nadará cinco provas de velocidade no estilo livre no Pan (100m, 200m, 4x100m (masculino e misto),  4x200m livre e 4x100m medley).

Depois do Mundial da Coreia, os atletas ficaram alguns dias no Brasil antes de embarcarem para o Peru. Se juntaram ao grupo outros 15 que não disputaram a competição em Gwangju. Durante o período no Brasil, o descanso foi dentro da piscina com atividades para soltar depois da longa viagem. “Não tem como se preparar para duas competições. A gente se prepara para uma e prolonga o polimento para a segunda. Deu certo, estou me sentindo tão bem quanto no Mundial. Estamos mentalmente preparados. Temos uma delegação bem grande, muita gente nadando bem e dá para ajudar o Brasil no quadro de medalhas”, afirmou Marcelo Chierighini.

Entre as nadadoras da equipe está a campeã mundial Etiene Medeiros, que terá a companhia de outra campeã mundial: Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, que nadará os 800m e os 1500m livres. “É a primeira vez que consigo classificar para nadar maratonas e piscina. Mas só estou ficando para nadar porque a natação começa depois. Como tenho como principal prova a maratona, se fosse antes não seria possível. Quero aproveitar isso porque não sei quando vou conseguir de novo nadar as duas. São estratégias e jeitos de nadar totalmente diferentes. Vim do Mundial agora e teve bastante prova, mas de 25km para 800m tem um grande diferença!", brincou a medalha de ouro nos 10km dos Jogos Pan-americanos 2019.

A natação do Pan de Lima acontece de 6 a 10 de agosto na piscina do Centro Esportivo de Videna. As eliminatórias acontecerão sempre a partir das 13h e as finais às 22h30, pelo horário de Brasília.

Investimentos federais

Na abertura da semana, a digital do Bolsa Atleta já se fazia muito presente nas conquistas nacionais em Lima. Do total de medalhas conquistadas pela delegação nacional até domingo, 82% (59) tiveram a "digital" do Bolsa Atleta. O percentual de bolsistas premiados fica ainda mais expressivo (92%) se a análise leva em consideração só modalidades olímpicas. Computando as conquistas coletivas, 75 atletas patrocinados pelo governo federal já subiram ao pódio no Pan. Na delegação nacional como um todo, 333 atletas dos 485 originalmente inscritos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) têm o suporte do Bolsa Atleta.

Fonte: Rede Nacional do Esporte