“Dama da gravura” deixa um legado na história cultural e artística brasiliense.

O legado de Lêda Watson na Imprensa Nacional

Publicado em 16/06/2026 16:53
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Gravura da Planta da Cidade de São Sebastião - Impressão Régia Dom João VI

É com pesar que a Imprensa Nacional recebe a notícia do falecimento de Lêda Watson. Reconhecida como uma das maiores autoridades do país na arte da gravura em metal, a arte-educadora, carinhosamente denominada de “dama da gravura”, deixa um legado na história cultural e artística brasiliense – foi uma das fundadoras do Museu de Arte de Brasília (MAB), ministrou aulas na Universidade de Brasília (UnB), criou sua Escola de Gravura, onde formou diversos novos gravadores. 

Lêda foi uma figura fundamental para a preservação da memória e da identidade visual brasileira, deixando um importante legado na salvaguarda do nosso patrimônio. Sua história com a instituição confunde-se com a do próprio Museu da Imprensa Nacional, em Brasília, que iniciou suas atividades em 1982 com o objetivo de atuar na proteção e salvaguarda documental do patrimônio gráfico do país.  
Logo em sua origem, o Museu assumiu a missão de recuperar a peça mais antiga de seu acervo e, para liderar esse desafio técnico, convidou a artista plástica. A atribuição consistia em restaurar duas matrizes originais de cobre, datadas de 1812, que continham a planta da cidade do Rio de Janeiro do período de Dom João VI.  Esta peça cartográfica possui extrema relevância histórica por registrar a transição urbana da antiga capital colonial após a chegada da Corte Portuguesa em 1808, servindo como documento oficial para o planejamento de infraestruturas, defesas e novas instituições da sede do Império. O projeto executado por Lêda Watson dividiu-se em duas fases: 
•  1ª Fase (restauração): etapa dedicada à estabilização e à proteção das placas de cobre de 1812. O processo envolveu a limpeza de oxidações e a remoção de impurezas acumuladas nas superfícies metálicas através de técnicas de conservação que preservaram intactos os sulcos originais da gravação em metal. 

•  2ª Fase (impressão e tiragem): após a estabilização das matrizes, deu-se início à etapa de impressão. O procedimento envolveu a entintagem manual meticulosa das placas e a prensagem em papel especial, gerando uma tiragem oficial dessas gravuras para incorporação definitiva ao acervo do museu. 

Convidamos você a contemplar este legado. As matrizes restauradas e a gravura impressa por Lêda Watson fazem parte da exposição História Social da Imprensa no Brasil que acontece na sede da Imprensa Nacional (IN), em Brasília. Agende sua visita! 

🏛️ Informações para visitação 

O museu está localizado no SIG (Setor de Indústrias Gráficas) e está aberto ao público nos seguintes horários: 
•  Horário de visitação: terça a sexta-feira, das 09h às 16h. 

•  Canais para agendamento: museudaimprensa@in.gov.br 

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