Modelo Hipátia é reconhecido no XI Congresso Nacional de Arquivologia com prêmio de boas práticas
Pesquisadores do Instituto participaram do XI Congresso Nacional de Arquivologia, em Manaus (AM), com apresentação de trabalhos científicos, mesas-redondas e exposição de soluções tecnológicas voltadas à preservação digital.

O Modelo Hipátia, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), conquistou o segundo lugar no Prêmio Rita São Paio de Boas Práticas em Arquivologia, durante o XI Congresso Nacional de Arquivologia (XI CNA), realizado entre os dias 26 e 30 de outubro de 2026, em Manaus (AM). A premiação reconheceu a contribuição do Modelo para a pesquisa aplicada, a inovação tecnológica e a preservação de documentos arquivísticos digitais.
A conquista representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Ibict na construção de soluções para os desafios da preservação digital, além de destacar a relevância da cooperação entre pesquisadores, profissionais e instituições parceiras. “Celebramos essa conquista com muita alegria e agradecemos a todos os profissionais e instituições parceiras que fazem parte dessa trajetória!”, destacou Alexandre Oliveira, coordenador-geral de Tecnologias de Informação e Informática do Ibict.
Além da premiação, o Modelo Hipátia marcou presença no XI CNA por meio da participação de diversos pesquisadores envolvidos em suas atividades, que contribuíram para a programação científica do evento com apresentações de trabalhos, participação em mesas-redondas e exposição em estande institucional.
Com o tema central “Arquivos e Amazônia: sustentabilidade, soberania e diversidade na era dos documentos digitais”, o congresso promoveu debates sobre o papel dos arquivos diante das transformações tecnológicas, dos desafios ambientais e das disputas informacionais contemporâneas. A proposta temática desta edição também ressaltou a importância da Amazônia como território estratégico em suas dimensões ambiental, cultural, social, política e informacional, reforçando a necessidade de preservar, proteger e valorizar sua memória e produção documental.
No eixo temático 1, dedicado à soberania informacional e tecnológica, pesquisadores vinculados ao Modelo Hipátia apresentaram três trabalhos científicos, na modalidade comunicação oral: “Soberania digital e dados de pesquisa: reflexões a partir da experiência do Ibict com o Deposita Dados”; “Os microsserviços do Archivematica conforme os requisitos de preservação digital de documentos de arquivo”; e “O ecossistema normativo do Modelo Hipátia: análise das bases regulatórias”.
As apresentações abordaram questões fundamentais para o desenvolvimento de estratégias de preservação digital, incluindo soberania informacional, requisitos tecnológicos, gestão de dados de pesquisa e bases normativas que orientam a preservação de documentos arquivísticos digitais.
Como parte da programação do congresso, o Ibict também realizou o evento paralelo “Inovações em Gestão e Preservação Digital: experiências no contexto brasileiro”, que reuniu especialistas e pesquisadores para compartilhar conhecimentos, experiências e perspectivas sobre a implementação de soluções de preservação digital no país.
A programação contou com três mesas temáticas: Modelos de preservação digital aplicados ao contexto brasileiro”; “Experiências de preservação digital a partir da implementação do Modelo Hipátia”; e “O impacto da gestão documental na implementação de projetos de preservação digital: a experiência no Modelo Hipátia”.
Sobre o Modelo Hipátia
O Modelo Hipátia teve início em 2018, a partir de um projeto de integração do Diário de Justiça Eletrônico (DJe), desenvolvido em parceria entre o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o Ibict. A iniciativa previa a transferência de conhecimentos e tecnologias para viabilizar a implantação de um Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq) no Judiciário local.
Inicialmente, a proposta consistia na criação de uma camada de barramento tecnológico interoperável, destinada a garantir a segurança e o acesso aos documentos digitais do TJDFT, minimizando vulnerabilidades e riscos à integridade dos dados. A principal finalidade era automatizar os processos de preservação de objetos digitais.
Com o avanço das pesquisas, o Hipátia incorporou novos aspectos relacionados à preservação digital arquivística, consolidando-se como uma proposta do Ibict para a estruturação de Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis. A evolução da iniciativa ampliou sua aplicação para diferentes projetos de pesquisa e possibilitou o desenvolvimento de um modelo adaptável a sistemas de gestão de processos e objetos digitais.