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LUTA ANTIRRACISTA
II Áfricas Plurais fortalece debate sobre igualdade racial no HUPAA
Maceió (AL)- Para celebrar o dia da África, comemorado oficialmente em 25 de maio, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA-Ufal/HU Brasil), realizou dia 26 de maio, no hall do auditório geral, o II Áfricas Plurais. A programação foi construída com o objetivo de integrar conhecimento científico, manifestações culturais e espaços de diálogo coletivo sobre a herança africana na cultura brasileira, contribuindo para o combate à discriminação racial na saúde.
O evento foi promovido em parceria entre a Comissão Antirracista NEGRHU e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Alagoas (Neabi/Ufal). Aberta ao público, a programação reuniu profissionais, residentes, estudantes e pacientes.
Durante a abertura do evento, a assistente social e integrante da comissão, Rejaneide Ferreira da Silva, destacou a importância da criação da NEGRHU, instituída em 2022 no âmbito do Hospital Universitário, como um espaço de fortalecimento das discussões sobre equidade racial, valorização da cultura afro-brasileira e enfrentamento ao racismo institucional. Em sua fala, ressaltou o compromisso coletivo da comissão com a promoção da diversidade, da inclusão, dos direitos humanos e da luta antirracista dentro da instituição.
Ela também explicou o significado do Dia da África, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas como um marco histórico da luta dos povos africanos por independência, unidade, resistência e valorização cultural, em referência à criação da Organização da Unidade Africana, atualmente União Africana. “Para o Brasil, a data possui profundo significado histórico, social e cultural, considerando as contribuições dos povos africanos na formação da identidade brasileira, na cultura, religiosidade, culinária, música, linguagem e nas diversas formas de resistência do povo negro ao longo da história”, pontuou.
A assistente social e integrante da NEGRHU, Maria Helena de Araújo, afirmou que o HUPAA é um espaço de formação de recursos humanos e, por isso, precisa dialogar com questões históricas, culturais e sociais que impactam diretamente a vida dos usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS)”.
“O racismo se manifesta de inúmeras formas, desde atitudes veladas presentes nas relações individuais até práticas institucionalizadas e intrínsecas ao cotidiano da população negra. A proposta do evento foi contemplar tanto momentos formativos quanto experiências culturais e artísticas que estimulam reflexão, pertencimento e troca de saberes”, destacou Helena.
A programação contou com a apresentação “Festa com Pipoca”, da Cia Turulá; com a palestra “Viver, resistir e cuidar: saúde mental nas experiências africanas e da diáspora”, ministrada pela médica psiquiatra e integrante do projeto Saúde da População Negra do Neabi/Ufal, Leida Lopes; além de apresentação cultural do poeta, compositor e cantor Silvino Pereira, licenciado em letras pela UFAL.
Para Maria Eduarda Ramos da Silva, residente e membro da Comissão NEGRHU, o Dia da África é mais do que uma data comemorativa: é um momento de valorização da diversidade, da ancestralidade e das múltiplas culturas que constituem o continente africano e ecoam na sociedade, nos modos de cuidar, viver, pensar e existir.
“Essas atividades culturais, exposições e outras ações educativas contribuem para a desconstrução de estereótipos, além de fortalecerem a construção e a afirmação da identidade étnico-racial dos sujeitos. Além disso, ampliam o acesso à informação e favorecem uma compreensão crítica da realidade social”, acrescentou Maria Eduarda.
O HUPAA celebra a cultura africana e reafirma o compromisso com a luta pela igualdade racial. Nos últimos quatro anos, o hospital, por meio do NEGRHU, tem ampliado o debate e desenvolvido ações voltadas à formação crítica, com foco na valorização e no empoderamento dessas pessoas para o enfrentamento de uma realidade ainda marcada pela violência e pelo racismo.
“O SUS precisa reconhecer a diversidade da população que atende, e eventos como o Áfricas Plurais ajudam a fortalecer esse caminho. Para o HUPAA, reconhecer as raízes do nosso povo é honrar os movimentos de resistência e a luta antirracista”, ressaltou a comissão.
Sobre a HU Brasil
O HUPAA-Ufal faz parte da Rede HU Brasil desde 2014. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Por Danielle Morais
Coordenadoria de Comunicação Social HU Brasil