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ABRIL AZUL
I Simpósio sobre Transtorno do Espectro Autista do CH-UFC debateu inclusão na educação e no mercado de trabalho
O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC), vinculado à Rede HU Brasil, realizou, na tarde da quinta-feira (23), o I Simpósio sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento teve como foco ampliar os conhecimentos sobre o tema e incentivar práticas inclusivas que favoreçam o aprendizado e a inserção de pessoas autistas na educação e no mercado de trabalho. A programação ocorreu no Auditório da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) e foi transmitida também pela Plataforma Microsoft Teams.
A mesa de abertura contou com a participação da gerente administrativa do CH-UFC, Rochelle Souza, representando a superintendente, Josenília Gomes; do chefe da Divisão de Gestão de Pessoas, Cairo Duarte; e da psicóloga hospitalar Rachel Aquino, idealizadora do Simpósio junto com a psicóloga organizacional Geórgia Karine.
Durante seu discurso, Rochelle Souza ressaltou o caráter inclusivo do encontro, ao destacar que “falar sobre o Transtorno do Espectro Autista é, antes de tudo, falar sobre diversidade humana”. Segundo ela, reconhecer diferentes formas de perceber o mundo, se comunicar e se relacionar é “essencial para transformar conhecimento em práticas mais inclusivas, sensíveis e efetivas”.
Neste sentido, Cairo Duarte também enfatizou o impacto da iniciativa, afirmando que “esse evento vai ampliar os horizontes e trazer novas perspectivas, ajudando também no letramento de pessoas que convivem com pessoas do espectro autista”.
A psicóloga Rachel Aquino relacionou o tema ao princípio da equidade no SUS, defendendo que o reconhecimento das diferenças é fundamental para a garantia da justiça social. Conforme ela citou, reconhecer as necessidades específicas de cada indivíduo é o que impulsiona mudanças concretas, especialmente no ensino e trabalho. “A visibilidade das diferenças fomenta ações que promovem adaptações na formação acadêmica e no ambiente de trabalho, o que não significa subestimar as capacidades das pessoas com TEA”, declarou.
Temas debatidos
Após a mesa de abertura, a programação iniciou com Davi Aguiar, servidor do Ministério Público do Ceará. Ele abordou suas experiências durante a infância e juventude até o diagnóstico na vida adulta, quando tinha 32 anos. Em seguida, o Simpósio seguiu com a participação online de Loraine Jacob Molina, diretora de Patrimônio Cultural do Conselho Nacional de Ouvidores do Ministério Público do Ceará e idealizadora da Cartilha “Tudo o que você precisa saber sobre o Transtorno do Espectro Autista – TEA”. Ela ministrou a palestra sobre o tema “Autismo e trabalho: desafios, oportunidades e boas práticas de inclusão”.
Em seguida, foi realizada a mesa-redonda moderada pela psicóloga Rachel Aquino, que teve os seguinte temas e palestrantes: “Impacto do diagnóstico tardio e saúde mental no TEA”, com Alexandre Aquino, psiquiatra do Hospital Geral de Fortaleza (HGF); “Neurodivergência em adultos: práticas inclusivas de convivência e apoio na vida acadêmica e laboral”, com Estefânea Elida Gusmão, psicóloga e professora da UFC; “Adaptação curricular e formação de docentes para acolher estudantes de graduação”, com Kedna Karla Macau, psicopedagoga clínica; e “Aspectos sensoriais no TEA e a Terapia Ocupacional”, com André Pontes, terapeuta ocupacional da Clínica Fithos.
Participante do Simpósio, a psicóloga Yadja Gonçalves, do Serviço de Pediatria do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), destacou a relevância dos debates promovidos durante as apresentações. “Um evento sobre neurodivergências, especialmente TEA, no âmbito do trabalho é uma forma de sensibilização e capacitação sobre uma temática tão atual e relevante. Acredito que o evento contribuiu para o fomento de discussões e propagação de estratégias científicas e institucionais”, afirmou.
Sobre a HU Brasil
O Complexo Hospitalar da UFC faz parte da HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Por Marília Rêgo
Coordenadoria de Comunicação Social/ HU Brasil