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JUNHO VERMELHO
Doar sangue, o gesto altruísta que transforma e salva vidas
Não há substituto para o sangue, e, por isso, a doação é fundamental para o funcionamento do SUS (Imagem ilustrativa: Magnific).
Nesta reportagem, você vai ver:
- Não há substituto para o sangue
- Campanha de solidariedade
- Doar para salvar vidas
- Faça parte dessa corrente do bem
Brasília (DF) – “É a forma mais simples e segura de ser um herói, e impactar positivamente o mundo”, diz Diego Lima, de 36 anos, ao falar sobre um gesto simples e de solidariedade que faz parte de sua rotina há mais de 15 anos: doar sangue. Doador do Banco de Sangue do Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), Diego faz parte de uma corrente do bem que tem atuado em diversos hospitais da Rede HU Brasil e que, neste mês que marca o Junho Vermelho - campanha nacional de incentivo à doação de sangue -, se torna ainda mais especial.

- Diego Lima doa sangue regularmente há 15 anos.
Diego conta que a primeira doação de sangue foi para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) como parte do trote solidário, em 2009, durante a graduação em Farmácia, na UFPR. “Desse gesto nasceu um hábito”, comenta. Dali em diante, passou a doar uma vez ao ano e, desde 2015, também doa plaquetas no CHC-UFPR. “Essa é uma iniciativa extremamente importante para pacientes do transplante, queimados e pacientes passando por cirurgias, por exemplo”, explica. Ele doa a cada duas semanas, tendo em vista que podem ser feitas até 24 doações por ano.
Histórias como a de Diego somam-se a de outros voluntários que transformaram experiências pessoais em um compromisso permanente com a solidariedade. É o caso de Carlos Roberto de Abreu, de 57 anos, que começou a doar sangue em 2002 para o Banco de Sangue do CHC-UFPR, após receber transfusões em decorrência de um acidente. “Senti que precisava retribuir o que fizeram por mim”, conta. Dois anos depois, a convite da equipe do hospital, passou a doar plaquetas quinzenalmente. “Sempre cuidei da minha saúde e topei ajudar. Hoje, sigo doando porque sei o quanto isso pode fazer diferença na vida de alguém”, afirma.
Não há substituto para o sangue
De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), não há substituto para o sangue, e, por isso, a doação regular é uma ação fundamental para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Cada doação tem o potencial de beneficiar até quatro pessoas, levando em consideração que o sangue doado é separado em componentes: concentrado de hemácias (CH), concentrado de plaquetas (CP), plasma fresco congelado (PFC) e crioprecipitado (CRIO), que podem ser utilizados em diferentes tratamentos.
“O sangue doado é essencial em diversas situações, entre elas atendimentos de urgência, emergência, acidentes com grande perda sanguínea, cirurgias de alta complexidade, pacientes pós-transplantes, pacientes com complicações obstétricas, tratamento de pacientes oncológicos e doenças hematológicas, malignas principalmente, além de situações em que há necessidade de transfusão de plaquetas, plasma ou concentrado de hemácias, por exemplo”, explica Lenisa Albanske Raboni, hematologista do CHC-UFPR.
Campanha de solidariedade
Com o objetivo de incentivar mais pessoas a doarem sangue e valorizar o gesto solidário de quem participa dessa corrente de cuidado e esperança, foi criada a campanha nacional Junho Vermelho. Nesse período, os hemocentros costumam registrar uma redução nos estoques, com a chegada do inverno e o aumento da incidência de gripes, resfriados e outras doenças respiratórias, o que pode impedir temporariamente a doação e contribuir para a queda no número de doadores.
“A campanha reforça que a doação de sangue é um ato de solidariedade que salva vidas diariamente e que os estoques precisam ser mantidos durante todo o ano”, reforça Daniel Salas, hematologista do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), que também chama atenção para as desinformações que rondam o tema.
“Entre os mitos mais comuns estão a crença de que doar sangue engorda ou emagrece, causa fraqueza prolongada, transmite doenças ou traz riscos à saúde do doador. Na realidade, a doação é um procedimento seguro, realizado com materiais descartáveis e esterilizados, sob rigorosos critérios técnicos”, esclarece. Segundo o médico, a maioria dos doadores retorna rapidamente às suas atividades habituais após a doação.
Doar para salvar vidas
No Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) a doação de sangue se materializa diariamente como atitude de esperança e recomeço para muitas histórias. É o caso do paciente Aciole Salustiano, de 98 anos, que aguardava transfusão sanguínea e a disponibilidade de bolsas para a realização de uma cirurgia de reparação de uma fratura de fêmur.
“Os estoques para sangue Rh negativo estavam zerados (o que era o caso do paciente). Os profissionais sensibilizaram a família, que, prontamente mobilizou amigos e parentes para doar. Em pouco tempo, conseguimos estoque para transfundir e realizar a cirurgia. Hoje seu Aciole está em casa cercado de amor e cuidado”, relata Nathália Coelho, enfermeira da Unidade de Hemoterapia do HU-Univasf. Para ela, histórias como essa evidenciam não apenas a importância da doação de sangue, mas também o papel dos hospitais universitários na conscientização da sociedade e na formação de futuros profissionais comprometidos com essa causa.
Faça parte dessa corrente do bem
Os requisitos para ser um doador ou doadora são:
- Ter entre 16 e 69 anos, mas é necessário que a primeira doação seja feita até os 60 anos.
- Para doadores menores de 18 anos, é obrigatória a apresentação de autorização do responsável legal.
- Ter mais de 50 quilos e estar em boas condições de saúde.
- Não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação.
- Apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial.
- Estar bem alimentado, evitando alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação. Caso tenha almoçado, é recomendado aguardar pelo menos duas horas antes de doar.
Sobre a HU Brasil
Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 46 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Redação: Elizabeth Souza, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/HU Brasil