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MARCO HISTÓRICO
Complexo Hospitalar da UFRJ amplia leitos, dobra investimentos e reforça atendimento ao SUS nos primeiros dois anos de gestão da HU Brasil
Rio de Janeiro (RJ) – Ao completar dois anos de gestão do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH-UFRJ), a HU Brasil apresentou um balanço com avanços na assistência, infraestrutura, ensino e pesquisa nas três unidades: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) e a Maternidade Escola (ME). Em cerimônia nesta quinta-feira (18), no auditório Halley Pacheco, também foi assinado um acordo para fortalecer ensino, pesquisa, inovação e extensão com a universidade.
Sob gestão da estatal, o CH-UFRJ ganhou mais de 100 novos leitos no HUCFF e ampliou o número de consultas, exames e cirurgias. "Voltamos a ter hospitais mais preparados para responder às necessidades do SUS e para formar os profissionais de saúde que o país precisa. Estamos falando de uma operação de mais de R$ 1 bilhão por ano, com um retorno muito objetivo para a sociedade na prestação de serviços de excelência”, afirmou o presidente da HU Brasil, Arthur Chioro.
Expansão da infraestrutura hospitalar
O CH-UFRJ passou a contar com 432 leitos somando os três hospitais. Somente no HUCFF, houve a abertura de 104, totalizando 301 leitos ativos para o SUS. Na terapia intensiva, por exemplo, a quantidade de leitos neste hospital passou de 17 para 38.
Paralelamente, projetos estruturantes foram incorporados ao Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), contemplando obras e modernizações no HUCFF, IPPMG e Maternidade Escola. Entre as iniciativas estão a reestruturação do centro cirúrgico, melhorias nas instalações elétricas, implantação de novos geradores, reformas de fachadas e desenvolvimento de novas áreas ambulatoriais.
Segundo o superintendente geral do CH-UFRJ, Amâncio Paulino de Carvalho, antes da assinatura do contrato de gestão as três principais unidades hospitalares da universidade enfrentavam dificuldades provocadas pelo subfinanciamento e pela falta de renovação da força de trabalho. Ele cita que o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, com 130.000 m², lutava para manter suas atividades diante da deterioração da infraestrutura acumulada ao longo de décadas.
Recursos quase dobram e impulsionam modernização
A execução orçamentária praticamente duplicou, saindo de cerca de R$ 119 milhões em 2023 para mais de R$ 211 milhões em 2025. Para 2026, estão previstos mais de R$ 288 milhões em custeio da operação.
Foram investidos mais de R$ 27 milhões na modernização do parque tecnológico médico-hospitalar, ampliando a capacidade de tratamento oncológico e garantindo a manutenção de aparelhos essenciais, como tomógrafos e equipamentos de ressonância magnética.
No HUCFF, houve a modernização e reforma dos elevadores, a reforma dos ambulatórios de otorrino e oftalmologia, a revitalização do laboratório de enfermagem Ana Nery, além da recuperação do sistema de climatização de enfermarias, ambulatórios, CTI e centro cirúrgico.
Mais acesso ao SUS
Segundo a gestão do Complexo, o HUCFF registrou crescimento de 65% na oferta de consultas, exames e cirurgias, além de um aumento de 114% nas consultas reguladas pelo Sistema de Regulação (Sisreg). "Conquistamos um aumento significativo da capacidade instalada, avanços relevantes no atendimento às necessidades da rede assistencial do SUS no Rio de Janeiro e o início de obras importantes de recuperação da infraestrutura", afirmou o superintendente geral do CH-UFRJ, Amâncio Paulino de Carvalho.
Em 2024, houve 12.501 ofertas de primeira consulta. Já em 2025, o número saltou para 18.597. Em 2026, entre janeiro e maio, já foram ofertadas mais de 10 mil consultas, o que demonstra que o número do ano anterior será superado.
"Nós voltamos a ter pacientes regulados dentro do Hospital Universitário. Essa talvez seja a mudança mais palpável. O Clementino Fraga Filho, por razões objetivas de precariedade estrutural, tinha muita dificuldade de cumprir esse papel. Recuperando essa capacidade, voltamos a ter espaço para avançar", destacou o vice-presidente da estatal, Daniel Beltrammi.
Na área de diagnóstico, houve aumento de 189% na realização de mamografias. No IPPMG, o número de cirurgias cresceu 42%, enquanto as consultas ambulatoriais mantiveram trajetória de expansão. Já na Maternidade Escola, houve expansão de 70% da capacidade cirúrgica, excluindo partos, e crescimento nas internações obstétricas.
Contratação de profissionais fortalece atendimento
A recomposição das equipes foi uma das principais mudanças do período. Mais de 1.700 profissionais foram incorporados às unidades por meio de concursos públicos e movimentações internas da rede HU Brasil, reduzindo déficits históricos de pessoal e ampliando a capacidade de atendimento.
Ensino, pesquisa e inovação ganham impulso
Além da assistência, a integração entre hospital e universidade foi reforçada com a assinatura do termo de cooperação entre o Complexo Hospitalar e sete unidades acadêmicas da UFRJ. "A assinatura deste termo de cooperação reafirma um princípio essencial dos hospitais universitários: ensino, pesquisa, extensão, inovação e assistência à saúde são dimensões inseparáveis de uma mesma missão pública", afirmou o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.
Atualmente, circulam diariamente mais de 400 residentes e mais de 3.500 estudantes nos três hospitais. Efetivou-se a adesão total ao Exame Nacional de Residência (Enare), com 205 vagas em residência médica e 60 vagas nas multiprofissionais. O modelo unificado amplia a transparência e a competitividade no processo seletivo de residências, permitindo a chegada de talentos de todo o país.
O Complexo também avança em projetos de medicina de precisão, genômica e inteligência artificial. Já foram realizados mais de 500 sequenciamentos genômicos em pacientes com doenças autoimunes do sistema nervoso central, além da participação em estudos multicêntricos da rede HU Brasil voltados às doenças raras.
Durante a cerimônia, dirigentes da UFRJ e da HU Brasil destacaram que o processo de transformação ainda está em curso, dentro do contrato de gestão firmado entre a universidade e a estatal. "Quando ando por aqui, os alunos me abordam e dizem: 'como o hospital melhorou'. Claro que ainda existem problemas e desafios, mas isso é palpável. E estamos falando de apenas 10% de um contrato que terá 100% de execução ao longo de 20 anos", afirmou o reitor.
Também participaram da mesa solene o representante do Conselho de Administração da HU Brasil, Nilton Pereira Jr.; o superintendente executivo do HUCFF, Marcos Alpoim Freire e a superintendente executiva do HUCFF, Roberta Coelho.
Sobre a HU Brasil
O Complexo Hospitalar da UFRJ é gerido pela HU Brasil desde 2024. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Reportagem: Claudia Holanda, com edição de Danielle Campos
Gerência Executiva de Comunicação Social da Rede HU Brasil