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SAÚDE AMBIENTAL
Catadores precisam sair da invisibilidade, diz presidente da Funasa
Dar visibilidade ao trabalho dos catadores e ampliar o debate público sobre saneamento e gestão de resíduos foi um dos principais recados do presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, ao encerrar na quarta-feira (11/03) o evento “Apoio à Reciclagem em São Paulo: Parcerias e perspectivas com a Funasa”. Realizado na sede da Superintendência Estadual da Fundação em São Paulo (Suest-SP), o evento reuniu cerca de 70 participantes – incluindo associações e cooperativas de catadores – para discutir instrumentos de repasse, prestação de contas e o apoio da instituição a projetos de coleta e reciclagem.
“Nós precisamos fazer com que o tema do saneamento também seja discutido pela sociedade brasileira. A gente precisa sair da invisibilidade e mostrar a realidade de vocês, que lutam cotidianamente, de sol a sol”, defendeu Motta.
O presidente destacou que a Funasa foi a primeira instituição da administração pública federal a estruturar um mecanismo direto de financiamento para cooperativas de catadores, por meio de termos de fomento. Segundo ele, foi necessária uma “engenharia jurídica” para viabilizar a transferência de recursos diretamente a essas entidades, tradicionalmente fora do alcance de instrumentos como convênios firmados com estados e municípios.
Motta também ressaltou os limites orçamentários enfrentados pela instituição diante da alta demanda por investimentos em saneamento. Apesar das restrições, ele afirmou que a Fundação atua como parceira de iniciativas voltadas à inclusão social e à melhoria das condições ambientais. “A Funasa é um aliado nesse processo”, enfatizou.
Proteção ambiental
Ele também relacionou o trabalho dos catadores à agenda mais ampla do saneamento e da proteção ambiental, destacando que a gestão adequada de resíduos sólidos é essencial para evitar a contaminação de mananciais, reduzir enchentes e proteger a qualidade da água.
Ao final, o presidente reforçou a importância de ampliar o reconhecimento social desses trabalhadores. “A gente precisa criar um espaço para valorizar essas pessoas, porque elas são absolutamente indispensáveis para enfrentar o problema ambiental que vivemos”, afirmou.
O encontro foi promovido pela Suest-SP com o objetivo de fortalecer a parceria entre a Funasa e associações e cooperativas de reciclagem, além de orientar gestores sobre a execução de convênios e instrumentos de repasse. O evento também contou com a participação da Superintendência Regional da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, que desenvolve ações institucionais de cidadania fiscal, inclusão social e proteção da saúde ambiental.
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