LEGADO DA COP30

Saneamento ganha força no debate climático em seminário da FESPSP

Evento marcou lançamento de núcleo e reuniu setor público e financiadores para discutir adaptação e investimentos

Publicado em 07/05/2026 12:09Modificado há 6 dias
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O avanço da crise climática e seus impactos sobre a água e a saúde pública colocam o saneamento no centro das estratégias de adaptação no Brasil. A avaliação foi reforçada no seminário “Clima e Saneamento: Sustentabilidade, Adaptabilidade e Financiamento”, realizado na terça-feira (05/05), na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), que lançou o Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Clima e Saneamento (NCS), legado das discussões da COP30, em Belém (PA).

O encontro reuniu representantes do setor público, associações e instituições financeiras para debater os impactos das mudanças climáticas e os desafios de financiamento e governança no saneamento.

Na abertura, o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, destacou a centralidade da água. “Nós não ficamos três minutos sem respirar e não ficamos três dias sem beber água. E é bom que essa água seja tratada, porque você pode não morrer de sede, mas você pode morrer de alguma doença de veiculação hídrica, se ela não for tratada”, afirmou.

Ao abordar a disponibilidade hídrica, ele alertou para a limitação dos recursos acessíveis. “Muita gente no mundo não tem ideia de que 97,5% da água de toda a água do mundo é salgada. Só em torno de 2,5% é doce. E, desses 2,5%, aproximadamente 2,2% está concentrado nos polos, em geleiras de alta altitude e em aquíferos de alta profundidade”, disse.

Capacidade de investimento

Motta também participou do primeiro painel, que discutiu caminhos para ampliar investimentos e fortalecer a governança do setor. Durante o debate, reforçou o papel da Funasa na promoção da saúde pública. “A Funasa tem como missão promover a saúde pública e a inclusão social por meio de ações de saneamento e saúde ambiental”, afirmou.

O presidente destacou ainda a complexidade das soluções, especialmente no meio rural. “O saneamento rural exige um grau de compreensão de especificidade, de elementos de caráter cultural, de elementos de caráter geológico, do bioma, que torna indispensável que as pessoas compreendam essas diferenças”, disse.

Para ele, o enfrentamento dos desafios exige mais capacidade institucional e financeira. “Há claramente um subfinanciamento das instituições que operam e que pensam o saneamento. E não apenas isso, mas também uma perda de capacidade operacional para reagir diante do quadro que está à nossa frente”, afirmou.

Legado da Casa do Saneamento

Coordenado por Elcires Pimenta e Antonio Miranda, o novo núcleo foi criado para apoiar gestores e instituições na construção de estratégias de adaptação climática e acesso a financiamento. “Esse núcleo recebeu o legado das discussões realizadas durante a COP30, na Casa de Saneamento, onde se reuniram os principais pesquisadores e técnicos da área”, afirmou Pimenta.

O seminário contou com apoio da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) e reuniu instituições como ANA, BNDES, Finep, Banco do Brasil e representantes dos ministérios das Cidades e do Meio Ambiente.

Veja a íntegra do Seminário: Seminário Clima e Saneamento: Sustentabilidade, Adaptabilidade e Financiamento

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Saúde e Vigilância Sanitária
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