Funasa passa a monitorar qualidade da água do Rio Doce em 173 pontos
Equipes e laboratórios de unidades móveis da Fundação atuarão em 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo afetados pelo desastre de Mariana
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai iniciar neste sábado (09/05) o monitoramento da qualidade da água do Rio Doce em 173 pontos distribuídos ao longo da bacia, abrangendo 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. A campanha “Funasa Presente no Rio Doce” foi viabilizada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado em abril pelo presidente da instituição, Alexandre Motta, e o diretor-presidente da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), André Longo Araújo de Melo.
A medida marca a entrada da Funasa no processo de transição das ações de monitoramento da água após o fim das atividades da Fundação Renova, responsável pelas análises desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. “A iniciativa busca garantir a continuidade do monitoramento ao longo da Bacia do Rio Doce e ampliar a produção de dados sobre a qualidade da água, contribuindo para a proteção da saúde das populações afetadas”, afirmou Alexandre Motta.
Antes do início oficial da operação, equipes da Funasa já fizeram o reconhecimento em toda a bacia – primeiro até Governador Valadares (MG) e, na sequência, no trajeto até São Mateus (ES). A ação incluiu coletas e reconhecimento técnico em cidades ao longo do percurso, com o objetivo de mapear pontos de análise e estruturar a atuação futura.
Com base nesse reconhecimento, os técnicos da Funasa propuseram mais 64 pontos – dois em cada uma das 32 cidades – para avaliar a qualidade e a segurança da água para o consumo da população desses municípios, além da medição em 109 pontos já indicados previamente pela AgSUS.
Operação estruturada
Segundo o coordenador-geral de Ações Estruturantes em Saneamento e Saúde Ambiental da Funasa, Artur de Souza Moret, a operação será feita com 15 profissionais e três Unidades Móveis para Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano (UMCQA), organizadas em duas rotas em Minas Gerais e uma no Espírito Santo. “As unidades móveis funcionarão como bases de análise, apoiadas por equipes de campo responsáveis pela coleta das amostras nos municípios. Esse modelo permitirá processamento ágil dos dados e cobertura simultânea de diferentes áreas da bacia”, explica Moret.
Também serão usados três carros de apoio, que vão conduzir os técnicos para fazer as coletas e depois levar o material para a UMCQA, onde será feita a chamada “análise sentinela”, para identificar rapidamente possíveis riscos à saúde pública. As análises complementares serão feitas em laboratórios fixos da Fundação.
A presença da Funasa vai ampliar o escopo das análises, com parâmetros essenciais para consumo humano, como cloro, cloro residual, pH, turbidez e presença de microrganismos indicadores de contaminação, como coliformes totais e Escherichia coli. “Hoje são feitas análises em lugares sem tratamento de água e apenas de pH e turbidez”, compara o coordenador.
Análise técnica
De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Ambiental (Desam) da Funasa, Carlos Henrique de Azevedo Moreira, a participação da Fundação foi definida no âmbito do Ministério da Saúde, com apoio da AgSUS. O ministro Alexandre Padilha, sabendo da competência da Funasa, indicou que a Fundação faça as análises.
A atuação da Funasa será técnica, voltada à medição e avaliação da qualidade da água utilizada para abastecimento. “O papel da Funasa é medir. A gente vai só identificar e dizer: essa água aqui você já pode usar, que já está boa”, explicou Moreira. As ações de tratamento e abastecimento seguem sob responsabilidade dos prestadores locais de saneamento.
Os técnicos da Funasa envolvidos na operação realizam atividades de nivelamento, de quarta a sexta-feira (6 a 08/05), no auditório do ColaboraGov, em Vitória (ES). As atividades de coleta da primeira campanha começarão no sábado (09/05), prosseguindo até o dia 16 ou 17 de maio. Depois, serão mantidas mensalmente. A expectativa é que os primeiros resultados das análises sejam consolidados já nas primeiras semanas de operação.
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