Saneamento em áreas rurais e pequenos municípios é desafio estratégico para reduzir desigualdades
Coordenadora de Convênios da Funasa, Lilian Capinam, defende apoio técnico, continuidade dos investimentos e fortalecimento da gestão local para ampliar o acesso ao saneamento
Garantir saneamento em municípios de até 50 mil habitantes e áreas rurais exige persistência, adaptação técnica e um olhar atento às vulnerabilidades locais. A avaliação foi apresentada pela coordenadora-geral de Convênios da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Lilian Capinam, durante a palestra “Os desafios para o saneamento rural e em municípios de até 50 mil habitantes”, realizada nessa quinta-feira (11/06), na Jornada Gestão e Inovação do XI Fórum Nacional da Rede de Parcerias, Transferências e Compras Públicas (Parcom 2026), em Brasília.
A gestora destacou que muitas localidades ainda enfrentam dificuldades para estruturar projetos, captar recursos e gerenciar empreendimentos de saneamento. Em áreas rurais, o cenário é agravado pela dispersão populacional e pela necessidade de soluções adaptadas às características de cada território.
Segundo Lilian, a atuação da Funasa busca apoiar estados e municípios para superarem esses obstáculos, combinando assistência técnica, apoio à gestão e investimentos voltados à ampliação do acesso ao saneamento e à saúde ambiental. “A Funasa atua para que os investimentos em saneamento se transformem em benefícios concretos para a população. Isso exige presença institucional, apoio técnico e diálogo permanente com os gestores locais”, afirmou.
A coordenadora apresentou números que demonstram a dimensão desse trabalho. Atualmente, a Fundação tem 2.239 instrumentos vigentes, que somam cerca de R$ 4 bilhões em investimentos e alcançam 1.409 municípios em todas as regiões do país.
Retomada de obras
Outro destaque foi o esforço para garantir a continuidade das políticas públicas por meio da retomada de obras interrompidas. Hoje, a Funasa está empenhada em viabilizar a conclusão de cerca de 500 obras paralisadas, que representam mais de R$ 1 bilhão em desembolsos ainda não realizados.
Lilian ressaltou que a missão da Fundação vai além da execução de obras de infraestrutura. “Transformar recursos em obras que promovem saúde é investir na redução das desigualdades regionais e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde. É assim que o saneamento contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas e ampliar o acesso a direitos fundamentais”, destacou.
Ela também defendeu a continuidade do apoio técnico aos municípios, a modernização das tecnologias empregadas e o fortalecimento da gestão local como fatores essenciais para ampliar o alcance das políticas públicas de saneamento. “O desafio é garantir que os investimentos cheguem de forma efetiva às populações que mais precisam. Para isso, precisamos fortalecer a capacidade dos municípios e construir soluções compatíveis com as realidades locais”, disse Lilian.
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